[{"content":"Bem vindos ao blog O Método. Me autointitulo O Herege. Escolhi esse nome em homenagem a Freeman Dyson, que mesmo em seus últimos anos de vida lutou pela preservação da Ciência como ela é, ou pelo menos como deveria ser: \"The prevailing dogmas may be right, but they still need to be chalange\".\u0026nbsp;\nEscolhi o anonimato por duas razões, 1. Da mesma forma que ocorria há cem, mil, ou dez mil anos atrás, ir contra as conclusões asseguradas pela \"maioria\" aflora emoções, e traz desvantagem a curto prazo, principalmente para os poucos que discordam. 2. Como um sábio homem uma vez disse \"O argumento tem força intrínseca, ele não depende de truques ou armadilhas\" e diria que também não depende de quem você é, de onde estudou, ou onde nasceu.\nA ciência não está nem ai se a maioria das pessoas concordam com uma hipótese, ou se o 0,0001% dos maiores especialistas em uma área acreditam em algo. O método científico é simples, e Richard Feynman o explica de forma clara em cerca de 2 minutos \"Now we are going to discuss how we would look for a new law. First, we guess it! (Risos da plateia) Well don't laught, that's really true. Then, we compute the consequences of the guess to see what it would imply. Then, we compare those computation results to nature... If it disagrees with experiment, it's wrong. And that simple statement is the key to science. It doesn't make a difference how beautifull your guess is,\u0026nbsp;It doesn't make a difference how smart you are, who made the guess or what is his name is\u0026nbsp;...\u0026nbsp;If it disagrees with experiment, it's wrong!\".\n","permalink":"https://ometodo.pages.dev/posts/primeiro-post/","summary":"\u003cp\u003eBem vindos ao blog O Método. Me autointitulo O Herege. Escolhi esse nome em homenagem a Freeman Dyson, que mesmo em seus últimos anos de vida lutou pela preservação da Ciência como ela é, ou pelo menos como deveria ser: \"The prevailing dogmas may be right, but they still need to be chalange\".\u0026nbsp;\u003c/p\u003e\u003cp\u003eEscolhi o anonimato por duas razões, 1. Da mesma forma que ocorria há cem, mil, ou dez mil anos atrás, ir contra as conclusões asseguradas pela \"maioria\" aflora emoções, e traz desvantagem a curto prazo, principalmente para os poucos que discordam. 2. Como um sábio homem uma vez disse \"O argumento tem força intrínseca, ele não depende de truques ou armadilhas\" e diria que também não depende de quem você é, de onde estudou, ou onde nasceu.\u003c/p\u003e","title":"Bem-vindo ao Método"},{"content":" ABSTRACT\u0026nbsp;#################################################################################################################################################################### \"Sérgio Sacani é um geofísico, pesquisador e um dos maiores divulgadores científicos do Brasil\" (resultado da pesquisa Google). Todos conhecem Sérgio Foguetes, desde 2016 vem ganhando influência com seu canal Space Today, e hoje faz presença em programas como o The Noite e Flow podcast. Recentemente o geólogo participou de um debate no formato 30x1 no canal RedCast [1], onde se auto declarou cientista, pois nas palavras dele:\u0026nbsp;\n\"trabalho dentro de uma área científica, eu trabalho com dados, eu aplico o método científico, oriento alunos, dou aula…\" [01:14:50].\n\u0026nbsp;Uma justificativa bastava: O cientista é aquele que utiliza do Método Científico para guiar suas investigações. Partindo dessa premissa, não considero Sacani um cientista, visto que os argumentos utilizados para dar sustento a sua visão sobre a ciência climática não eram fontes da aplicação do método. Sacani retalha a investigação científica quando apela à declarações vazias de consenso e desinformações basilares sobre a área do conhecimento que vamos explorar nesse texto. Hoje defendo que \"um dos maiores divulgadores científicos do Brasil\" não entende o suficiente sobre clima, e precisa revisar os dados e métricas antes de declarar inverdades.\u0026nbsp;\nEssa crítica é um convite para o debate, visando o progresso da investigação científica. Meu objetivo não é utilizar ad hominem, apenas sintetizar evidências e \"questionar com base\" a hipótese sugerida.\u0026nbsp;As falas de Sacani estarão destacadas junto da minutagem do vídeo;\u0026nbsp;esse é um texto multidisciplinar, e não é portador de verdades absolutas. Quaisquer discordâncias, questionamentos ou indicações podem ser postadas na aba de comentários ao fim do post, ou enviadas ao e-mail statisticsreal1@gmail.com.\nParte 1 Consenso ou Evidência? O que importa para O Método? \"Minha quarta afirmação é: as mudanças climáticas existem… e são causadas por humanos\" [01:03:25]\n\"Hoje mais de 97% dos cientistas estão de acordo que as mudanças climáticas são causadas pelo ser humano… Segundo o IPCC, e qualquer fonte internacional…\" [01:04:15]\n\"Como eu falei, 98% dos cientistas concordam, tem 2% que não vai concordar, ai o que você vai fazer é o que chamamos de cherry picking… eu vou achar pessoas dentro do corpo científico que não concordam…\" [01:05:35]\nLer parte → Parte 2 Corrupção e Alarmismo \"Em hora nenhuma eu falei que é um dogma. O mais legal hoje galera, é que qualquer um pode verificar os dados de artigos científicos… se fosse uma coisa dogmática você não teria os dados nem para encostar\" [01:06:23]\n\"Como eu falei, eu não sou o cara do alarmismo climático, mas eu entendo muito bem de clima, o clima é um sistema matematicamente caótico, e é daí que vem a grande dificuldade das pessoas entenderem sobre clima…\" [01:06:53]\nLer parte → Parte 3 Um pouco sobre a complexidade do sistema \"A Terra tem vários ciclos… chamam ciclos de Milankovitch… Quando a gente vai analisar a mudança climática em si, toda a ciclicidade é retirada dos dados, e quando a gente tira a ciclicidade dos dados, a gente vê uma tendência muito clara, principalmente a partir da revolução industrial, do aumento não só das temperaturas… como também da concentração dos gases do efeito estufa na atmosfera, o que é terrível para o planeta\" [01:09:46]\nLer parte → Parte 4 Relatório Custo Benefício \"Os agricultores do Mato Grosso estavam desesperados... porque não choveu na hora que tinha que chover... É o efeito borboleta, pode ser que uma queimada no Mato Grosso, mudou chuva na Índia... Como que a gente vai resolver isso? Tem que estudar cara, tem que estudar...\" [01:10:26]\nLer parte → Bibliografia###################################################################################################################### [1]. 1 CIENTISTA VS 31 NEGACIONISTAS | FT. SÉRGIO SACANI. https://www.youtube.com/watch?v=3z4MQOHj3yc\n[2]. Dicionário Aurélio: conjunto de todas as condições meteorológicas (temperatura, pressão e ventos, umidade e chuvas) características do estado médio da atmosfera em um ponto da superfície terrestre\n[3]. Shaviv, N. J. \u0026amp; Veizer, J. Celestial driver of Phanerozoic climate? GSA Today 13, 4–10 (2003).\n[4]. 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National Archives edition; digitized at opendomesday.org and the Hull Domesday Project.\nComentários Enviar comentário Leitor Exemplo 3 de março de 2026 Excelente artigo! A explicação sobre a teoria de Svensmark ficou muito clara.\nCurioso Anônimo 3 de março de 2026 Muito interessante a correlação entre raios cósmicos e a cobertura de nuvens. Obrigado por compartilhar as referências.\n","permalink":"https://ometodo.pages.dev/posts/o-cientista-que-desconhecia-o-metodo/","summary":"Uma análise crítica sobre o uso do método científico no debate climático.","title":"O \"Cientista\" que desconhecia o Método"},{"content":" “Minha quarta afirmação é: as mudanças climáticas existem… e são causadas por humanos” [01:03:25]##################################################################################################################################################################### Minha primeira afirmação é: \"as mudanças climáticas existem… e isso é uma tautologia\". Independente da definição de Clima escolhida\u0026nbsp;[2], todas portam a característica dinâmica do sistema. Afirmar que o clima muda é equivalente a afirmar que peixes nadam. Porém a atribuição da mudança aos humanos é, no mínimo, complicada. Mas iniciamos em concordância, o clima muda, sempre mudou, e mesmo que de um dia deixemos de existir, continuará mudando. E como afirmo isso com tanta certeza? Bom, é valido informar que nós temos a possibilidade de investigar o clima do passado, a partir de diversas fontes, sendo a mais confiável a fonte instrumental (termoscópio, termômetro etc.), mas esse registro começa apenas em 1659 (Central England Temperature) e cobre somente mudanças locais.\u0026nbsp;\nAlém da medida direta de temperatura, temos as proxies, registros independentes e empíricos acumulados ao longo do tempo. Essa área de estudo chama-se paleoclimatologia; analisam evidências geológicas e composição química de anéis de árvore, estratos de gelo, pedaços de rochas, fósseis de plantas e animais, etc. Não são tão confiáveis quanto termômetros mas ajudam no entendimento, e as utilizando podemos reconstruir uma aproximação das condições climáticas de bilhões de anos atrás. A terceira fonte de reconstrução do clima (e minha preferida) é a Climatografia, onde estima-se a temperatura e quadro meteorológico de regiões diversas a partir de evidências e registros históricos: sítios arqueológicos, registros agrícolas, registros fenológicos, anotação de datas de quebra e congelamento lacustre, dados portuários, cartas, crônicas, pinturas, diários de bordo etc. Esse tipo de fonte é utilizada para averiguarmos a confiabilidade das evidências paleoclimáticas (e vice versa em alguns casos).\u0026nbsp;\nPortanto, temos noção de como era o clima antes e depois do surgimento da raça humana. E aqui cabe a primeira questão: Antes de nós o clima não mudava? A resposta é óbvia, mudava de forma tão brusca e variável quanto hoje, sem nenhuma contribuição de nossa existência.\n\u0026nbsp;Em 2003 o ganhador do prêmio \"Young Scientist of the Year\", o astrofísico da Universidade Hebraica de Jerusalém, Nir Shaviv, publicou junto do proeminente geólogo Jan Veizer [3], um estudo que correlacionava as reconstruções paleoclimáticas de temperatura e CO2 nos últimos 545 milhões de anos (Imagem 1), visando verificar se essas duas variáveis tiveram relação ao longo da história terrestre.\nimagem 1 [3 ibid] Saber mais × Detalhes do gráfico (Imagem 1) O gráfico basicamente compara a Temperatura da Terra x Quantidade de CO2 ao longo do tempo.\nÉ dividido em 5 eixos laterais:\nO eixo horizontal inferior (Age Million Years) marca os anos, começando há 540 milhões de anos, indo da esquerda para direita, até os tempos atuais (0). O eixo horizontal superior indica eras glaciais e interglaciais; A barra azul escuro indica certeza de ocorrência de eras glaciais, a barra branca indica períodos interglaciais, a barra azul clara indica uma provável era glacial (ainda faltam provas). O eixo vertical esquerdo (Detrended calcite) é referente as linhas inferiores coloridas (3/6 , 5/10 , 10/20 , 10/50), e apresenta a concentração de isótopos de O18 em fósseis marinhos de baixo teor de magnésio. Apenas parece confuso; basicamente indica a temperatura dos oceanos, e o motivo é a existência de dois tipos de oxigênio no mar, oxigênio 16 (O16), e oxigênio 18 (O18). Por ser dois prótons mais leve, o O16 tende a evaporar mais facilmente em tempos glaciais, e se depositar nas geleiras via precipitação e neve, aumentando a concentração de O18 na água do mar. Os fósseis marinhos registram essa concentração na época em que estavam vivos, por exemplo fósseis de lulas, pois elas utilizam oxigênio para sobreviver e tendem a crescer mais em tempos quentes, caso que indica menores concentrações (valores negativos) de isótopos de O18 nos fósseis, devido a maior presença de O16 nos oceanos. Por terem baixo teor de magnésio, são mais resistentes a diagênese (processo de degradação de organismos), e confiáveis em seus registros. Via técnica premiada criada por Jan Veizer e outros geólogos, foi possível identificar a concentração do isótopo em diversos fósseis espalhados pelos trópicos e equador. O eixo vertical direito é dividido em duas partes, superior e inferior. A parte superior indica o quanto de CO2 estava presente na atmosfera (log10 pCO2), sendo a marca zero os níveis atuais. 0,5 indica 5 vezes mais CO2 na atmosfera, e o valor 1 indica 10 vezes mais CO2 na atmosfera, comparado aos níveis de hoje. Basicamente estamos no período com o menor nível de dióxido de carbono já registrado. Os isótopos são calculados a partir de fósseis de plantas principalmente, onde conta-se a densidade estomacal do vegetal. Vegetais utilizam CO2 para crescer (Quanto maior o nível de pCO2, mais ele cresce), e os estômatos tendem a se fechar e diminuir em número quando o gás é mais abundante. Elas servem como um termômetro da composição atmosférica. Porém não são tão confiáveis quanto fósseis marinhos. As 3 curvas (GEOCARB III, B\u0026amp;S, e Rothman) diferenciam bastante entre si, caso que aponta para a necessidade de uma amostra maior. A parte inferior indica os graus de latitude dos Polos (90°) ao Equador (0°) (Paleolatitude), e são referentes as manchas geométricas cinza (PIRD) e roxa (OGD). PIRD = Ice-Rafted Debris = Detritos transportados por gelo. Quando geleiras quebram e caem na água, são levadas pelas correntes marítimas. As manchas brancas indicam até onde essas geleiras chegaram antes de afundar e depositar os detritos ao topo dela no fundo do mar. A transição do periodo Carbonífero para o Permiano apresentou detritos que foram transportados até o norte do México (30°), indicando periodos bem frios, mas não são provas suficientes para declarar um periodo glacial severo. OGD = other glacial deposits = outros depósitos glaciais. Aqui são levadas em consideração outras provas geológicas de eras glaciais, como por exemplo Tills, \"pedras\" glaciais que são depositadas na terra ao longo de milhares de anos, caso que indica a localização exata de onde estava a geleira, diferente do PIRD, que apenas indica onde ela chegou, e não onde se formou. Nota-se claramente pelas curvas de baixo [3/6 , 5/10] (Isótopos de Oxigênio 18 calculados a partir de fósseis marinhos) [4], indicando a temperatura dos oceanos, que a variabilidade climática se fez presente em tempos frios e quentes, além de se correlacionar muito mal com os níveis de CO2 [GEOCARB III] (curvas de cima, calculadas a partir de fósseis de plantas e solos antigos) [5]. Haviam tempos em que a concentração de CO2 na atmosfera era 10 vezes maior\u0026nbsp; (períodos Ordoviciano, Siluriano, e Jurássico), e mesmo assim o planeta virou uma bola de neve. E o contrário também ocorreu, níveis de dióxido de carbono em queda, e temperaturas em ascensão (Carbonífero, Cretáceo…). Essa é a premissa que deve levantar outra questão: \"Qual o período histórico, e em que lugar do globo, o CO2 já regeu as temperaturas terrestres?\", pois se essa correlação não existiu nos últimos milhões de anos, por que hoje a seria a causa? Para afirmarmos que o CO2 controla o clima, precisamos da prova de que ele já fez isso anteriormente.\n“Hoje mais de 97% dos cientistas estão de acordo que as mudanças climáticas são causadas pelo ser humano… Segundo o IPCC, e qualquer fonte internacional…” [01:04:15]##################################################################################################################################################################### Aqui tornam-se necessários alguns esclarecimentos. Primeiro, não existe consenso na ciência. Segundo, o IPCC (Intergovernamental Panel of Climate Change) não é fonte primária de nenhuma afirmação científica, ele é um órgão político, criado por burocratas que indicam e selecionam os cientistas que fazem parte do órgão, cujo trabalho é referenciar estudos acadêmicos revisados, ou não, por pares. Terceiro, esses 97% não são referentes a todos os cientistas, ou a todos os \"cientistas climáticos\", esse número foi declarado pelo professor John Cook em 2013 [6], e faz referência a 32% de 12.000 resumos de estudo analisados e classificados subjetivamente. Pela resposta de Sacani, creio que ele não leu o estudo que declara a porcentagem, mas talvez tenha lido o sumário para políticos do IPCC (escrito por políticos, não cientistas), visto que não me recordo da citação de Cook 2013 em nenhum working group oficial do Painel,\u0026nbsp;mas o mais provável é a leitura de\u0026nbsp;manchetes e matérias midiáticas.\u0026nbsp;\nAssim como a New York Times hiperbolizou o falso consenso sobre uma era glacial em 1970, o mesmo se repetiu em 1988, quando a Newsweek declarou \"All Scientists Agree\" sobre o aquecimento global [7], mal hábito advindo do sensacionalismo. Misturam concordâncias e discordâncias, consensos reais e fabricados, porém acredito que dentro da comunidade científica serão identificadas as seguintes afirmações basilares, das quais eu suponho que todos os cientistas realmente concordem sobre:\nA maioria das temperaturas observadas estão aumentando desde o século XVII. O efeito estufa existe. O CO2 é um gás estufa, e sua adição na atmosfera amplifica o efeito, mesmo que em quantia negligente. O ser humano possuí influência no sistema climático, mas não temos capacidade de quantificá-la. Esses pontos acima são concordâncias quase absolutas, não porque há um consenso sobre eles, mas porque foram testados a base de experimento e observação. As discordâncias emergem no quanto de influência temos, se essa influência é um problema existencial ou não, e se for, como podemos resolvê-lo. Porém esses pontos de conflito não foram quantificados por ninguém. Diversos estudos de declaração de consenso, que realizavam somente a leitura de resumos, foram publicados a partir de 2004, Sendo Naomi Oreskes a pioneira da metodologia falha [8]. Eu penso ser lamentável que haja tanto esforço da parte dos aquecimentistas para desesperadamente afirmar que a maioria concorda com eles (além de extremamente suspeito, não vemos astrônomos realizando pesquisas para mostrar que todos eles concordam que a terra é redonda). E mesmo que houvesse um consenso, esse fato não avançaria a investigação. Albert Einstein foi questionado sobre os 200 acadêmicos que não concordavam com a Relatividade, e a resposta dele é perfeita: \"Por que 200? Só basta um para me provar errado\". A evidência é o suficiente para o avanço da ciência, e se concordância importasse, o nome de Alfred Wegener não seria lembrado nos dias de hoje.\nNão é a primeira vez que tentam impor consensos falsos visando o encerramento do debate, e quando essa agnotologia é colocada em prática temos um empecilho na investigação, pois\u0026nbsp;o debate na ciência nunca acaba. O objetivo fica claro: utilizar as falsas afirmações de unanimidade como uma arma para reprimir aqueles que ousam desafiá-la. O pensamento vem a tona; \"todos os cientistas concordam? Eu não quero parecer burro ao discordar…\". O mesmo sentimento era invocado no início do século XX, quando a maioria dos acadêmicos não ousavam desafiar a eugenia. Discordar do movimento era motivo de piada, e significava ser submetido aos ataques de \"cientistas\" como Harry Laughlin (declarado pelo congresso de Washington a maior autoridade em eugenia) [9]. A maioria das universidades renomadas tiveram cursos e laboratórios dedicados ao estudo dos genes superiores, e mesmo antes do estopim da ideologia ocorrer na Alemanha, as universidades europeias já haviam expulsado todos aqueles que não eram \"puros\". A ideia de que a academia é o berço da sabedoria e conhecimento, e acadêmicos são os portadores da razão, desmorona inúmeras vezes ao longo da história.\u0026nbsp;\nTomemos como exemplo um evento curioso do século 17: Sob a jurisdição de Salem, os nove juízes dos tribunais eram acadêmicos, cinco deles eram formados em Harvard [10], e o grande objetivo não era proteger a população da Nova Inglaterra de ameaças demoníacas, mas ter um instrumento burocrático, apoiado pelo medo do povo, para executarem pessoas inocentes das quais não gostavam. Utilizavam de jovens garotas (da mesma idade de Greta Thumberg) para acusar e determinar a sentença dos réus, visto que evidência espectral (sonhos e visões místicas), utilizada para acusar inocentes, era considerada prova indubitável na época. Ao final do século XVII os juízes fizeram seus lucros vendendo livros sobre como detectar bruxas, gerando um incentivo econômico para continuarem com os julgamentos, e punindo aqueles que questionavam as obras de \"especialistas\" em bruxaria, por exemplo Cotton Mather. E o motivo que deu fim a essa loucura não foi o reconhecimento da inexistência de bruxas, mas o inicio de acusações, baseadas na evidência espectral, contra a família dos próprios juízes… A ciência, como qualquer abstração criada pelo homem, é corruptível, assim como a estrutura que supostamente a abriga. Richard Lindzen, professor Emeritus do MIT na área de ciências atmosféricas, resume muito bem em seu episodio no JRE, a fragilidade de ad populum quando se trata do Método [11] \"Science is not a source of authority, is a methodology, it is based on challange… and when you use it as a source of authority, you are anti-science\".\n“Como eu falei, 98% dos cientistas concordam, tem 2% que não vai concordar, ai o que você vai fazer é o que chamamos de cherry picking… eu vou achar pessoas dentro do corpo científico que não concordam…” [01:05:35]##################################################################################################################################################################### Imagem 2 [6 ibid] Na verdade Sacani, temo dizer que o cherry picking é a ferramenta utilizada por aqueles que declaram o consenso. Passando rapidamente por uma definição de cherry picking: imagine que você está pesquisando sobre a diferença entre os carros Ford e Fiat. Para sua análise ser precisa, você deve comparar todos os modelos das duas marcas, mas supondo que você trabalhe para Ford, e queira favorecer sua contratante, o cherry picking é a trapaça ideal. Você poderia escolher apenas carros Fiat que apresentam mais defeitos quando comparados a modelos específicos da Ford, visando um resultado premeditado. Essa é a violação da lei da imparcialidade na estatística.\u0026nbsp;\nO estudo de Cook por exemplo, realiza três cherry pickings, sendo o primeiro a escolha das palavras chave, sublinhadas em vermelho na imagem 2. A ciência climática é uma amalgamação de dezenas de áreas do conhecimento, e ao longo do período analisado, centenas de estudos de geologia, meteorologia, oceanografia, ecologia, astrofísica, entre outros, foram publicados corroborando ou não para o chamado \"consenso\", e por não apresentarem as palavras chave \"global climate change\" e \"global warming\", foram ignorados. A segunda evidência de cherry picking é a classificação subjetiva, definida pelos autores desse tipo de estudo (Cook, Oreskes, Anderegg [12], etc.). Visto que a influência do homem no clima não é quantificada, há grande discordância nesse quesito, caso que provém liberdade á Cook de categorizar aqueles que atribuem influência, mesmo que pouca, ao \"consenso\". A terceira evidência de cherry picking é a utilização de resumos de estudos para classificar a opinião dos cientistas. O Abstract não é uma boa amostra de opinião nesse caso, e se Cook e outros fossem imparciais, utilizariam o estudo por completo, ou no mínimo, a conclusão, onde os cientistas normalmente apresentam sua interpretação dos resultados.\nImagem 3 [13 ibid] Esses argumentos foram discutidos pelos cientistas do clima David Legates, Willie Soon, e os matemáticos William Briggs e Conde Christopher Monckton de Brenchley [13]. Algumas evidências de que Cook classificou estudos de forma errônea foram expostas no artigo resposta desses autores. Como mostrado na imagem 3, Legates (climatólogo) e Soon (astrofísico) tiveram apenas 5 artigos considerados na análise de Cook, porém escreveram dezenas sobre o assunto entre 1991 e 2011, mas por não conterem as duas keywords, foram descartados. Além de ignorar milhares de estudos, Cook classificou opiniões equivocadamente, visto que os dois professores questionaram a hipótese do aquecimento global antropogênico em seus artigos considerados, mas foram classificados como \"neutros\" e \"incertos\". Outro exemplo foi o estudo de Liu 2009, classificado como apoiador do consenso, porém o autor sugere que o Sol tem influência significativa no clima, até em meio a era industrial… E os erros de classificação continuam. Essa análise foi iniciada uma semana após o lançamento de Cook 2013. Os quatro autores verificaram os dados brutos [14] e recalcularam as porcentagens das opiniões (NOTA 1: a metodologia de classificação de opiniões de Cook foi mantida). Segue a diferença entre os resultados de Cook et al. (97.1% concordam com a definição de consenso) e Legates et al. (1,59% concordam com a definição de consenso):\nCook. Imagem 4 [6 ibid] Cook. Imagem 5 Legates. Imagem 6 [13 ibid] Independente de quem acertou na conta, a invocação de consenso é pura propaganda, e um desvio inconveniente dos argumentos lógicos. Unanimidade é determinante em discussões políticas, não científicas, porém esses estudos tratam da ciência como se fosse decidida via democracia, um efeito colateral da politização da ciência. Uma boa análise desse paralelo é encontrada em Global Warming and Eugenics [9 ibid], onde Lindzen argumenta que a relação atual entre a ciência, grupos ideológicos e líderes burocratas, se mostra análoga a decretação dos atos restritivos imigratórios de 1924, regidos a partir dos ideais eugenistas de raça superior e preservação da qualidade genética. Mesmo sendo um claro espúrio, grandes jornais, políticos e acadêmicos suportaram essa narrativa, sob a justificativa \"nobre\" de preservar a inteligência das futuras gerações, ameaçada pela poluição estrangeira.\u0026nbsp;A credibilidade que a ciência carrega é irresistível aos políticos, enquanto o dinheiro presente no poder público se torna um atrativo interessante para a academia. E uma vez que essa interação é posta em prática, e a roda começa a girar, o questionamento é visto como ameaça.\nA evidência é a massiva multiplicação em 15 vezes dos fundos de pesquisa do clima direcionados às universidades (onde mais de 50% é destinado a administração se corpos governamentais provém os recursos) a partir de 1990. Aqueles políticos que decidem sobre o fundo pré-determinam os resultados das pesquisas, e são recompensados com a aprovação de leis sobre a indústria energética, suportadas pelos resultados advindos dos mesmos cientistas que contrataram. E como camada de proteção, exigem estudos que cavem qualquer número calculado em qualquer canto, com o objetivo de conseguir transformar uma quantidade significativa de acadêmicos, em 3%. A interação que ao início do século XX envolveu a ciência genética, membros do congresso e o movimento eugenista, hoje toma a forma de ciência climática, políticos nacionais e burocratas da ONU, e grupos ambientalistas, sobre a \"nobre\" justificativa de preservar a vida de nossos filhos e netos, que mesmo antes de existirem, estão ameaçados pela \"poluição\" do CO2…\nBibliografia# [2]. Dicionário Aurélio: conjunto de todas as condições meteorológicas (temperatura, pressão e ventos, umidade e chuvas) características do estado médio da atmosfera em um ponto da superfície terrestre\n[3]. Shaviv, N. J. \u0026amp; Veizer, J. Celestial driver of Phanerozoic climate? GSA Today 13, 4–10 (2003).\n[4]. Veizer, J., Ala, D., Azmy, K., Bruckschen, P., Buhl, D., Bruhn, F., Carden, G.A.F., Diener, A., Ebneth, S., Goddéris, Y., Jasper, T., Korte, C., Pawellek, F., Podlaha, O.G., and Strauss, H., 1999, 87Sr/86Sr, δ13C and δ18O evolution of Phanerozoic sea water: Chemical Geology, v. 161, p. 59–88.\n[5]. GEOCARBIII: A REVISED MODEL OF ATMOSPHERIC CO2 OVER PHANEROZOIC TIME. ROBERT A. BERNER and ZAVARETH KOTHAVALA. American Journal of Science, Vol. 301, February, 2001, P.182–204\n[6]. Cook J, Nuccitelli D, Green SA, Richardson M, Winkler B, Painting R, Way R, Jacobs P and Skuce A 2013 Quantifying the consensus on anthropogenic global warming in the scientific literature Environ. Res. Lett. 8 024024\n[7]. Newsweek July 11, 1988 (THE GREENHOUSE EFFECT - DANGER: MORE HOT SUMMERS AHEAD, VOLUME CXII, NO. 2)\n[8]. Oreskes N 2004 Beyond the ivory tower. The scientific consensus on climate change. Science 306 1686\n[9]. Richard S. Lindzen. Science and Politics: Global Warming and Eugenics (1995). From Risks, Costs, and Lives Saved, R.W. Hahn, editor, Oxford University Press, New York, 1996.\n[10]. https://salem.lib.virginia.edu/swp-intro.html\n[11]. Joe Rogan Experience #2397 - Richard Lindzen \u0026amp; William Happer https://www.youtube.com/watch?v=Zt32chvO_iY\n[12]. Anderegg W R L, Prall J W, Harold J and Schneider S H 2010 Expert credibility in climate change Proc. Natl Acad. Sci. USA 107 12107–9\n[13]. David R. Legates, Willie Soon, William M. Briggs, Christopher Monckton of Brenchley. Climate Consensus and ‘Misinformation’: A Rejoinder to Agnotology, Scientific Consensus, and the Teaching and Learning of Climate Change. Sci \u0026amp; Educ (2015) 24:299–318\n[14]. Dados Cook 2013 https://iopscience.iop.org/article/10.1088/1748-9326/8/2/024024/data\n","permalink":"https://ometodo.pages.dev/posts/o-cientista-pt1/","summary":"\u003cp\u003e\u003c!-- SECTION: 01-clima-causado-por-humanos.html --\u003e\n\u003c/p\u003e\u003ch3 id=\"-010325\"\u003e\u003cem\u003e“Minha quarta afirmação é: as mudanças climáticas existem… e são causadas por humanos”\u003c/em\u003e [01:03:25]\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010325\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010325\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010325\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010325\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010325\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010325\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca 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Independente da definição de Clima escolhida\u0026nbsp;\u003cspan class=\"ref\"\u003e[2]\u003c/span\u003e, todas portam a característica dinâmica do sistema. Afirmar que o clima muda é equivalente a afirmar que peixes nadam. Porém a atribuição da mudança aos humanos é, no mínimo, complicada. Mas iniciamos em concordância, o clima muda, sempre mudou, e mesmo que de um dia deixemos de existir, continuará mudando. E como afirmo isso com tanta certeza? Bom, é valido informar que \u003cb\u003enós temos a possibilidade de investigar o clima do passado,\u003c/b\u003e a partir de diversas fontes, sendo a mais confiável a fonte instrumental (termoscópio, \u003cb\u003etermômetro\u003c/b\u003e etc.), mas esse registro começa apenas em 1659 (Central England Temperature) e cobre somente mudanças locais.\u0026nbsp;\u003c/p\u003e","title":"Consenso ou Evidência? O que importa para O Método?"},{"content":"← Voltar ao índice\n“Em hora nenhuma eu falei que é um dogma. O mais legal hoje galera, é que qualquer um pode verificar os dados de artigos científicos… se fosse uma coisa dogmática você não teria os dados nem para encostar” [01:06:23]#################################################################################################################################################################### A pergunta a se fazer é \"por que?\". O que obrigou os autores de estudos climáticos a anexarem seus dados e cálculos? Provavelmente Sacani não tomou conhecimento do motivo, então farei o favor de informar narrando uma história recente. Em 1998 um homem chamado Michael Mann, Professor de climatologia da Pensilvânia State University, membro da CRU (Climate Research Unit) e lead author do IPCC, publicou junto de Bradley e Hughes dois estudos que mudariam o mundo (ou pelo menos tentariam…) [15],[16]. MBH98 (Mann, Bradley, Hughes, 1998) argumentaram que as temperaturas atuais estavam aumentando de forma jamais vista nos últimos 1000 anos, e que \"os anos 90 são provavelmente os mais quentes dos últimos 2 milênios\"! Um achado incrível para a humanidade, e a prova significativa (\"Smoking Gun\") de que somos nós a causa do aquecimento acelerado. Porém algo incomum aconteceu, o artigo passou pela revisão dos pares da revista Nature, sem a necessidade de entrega dos dados brutos e cálculos da curva.\n\"Como assim? Isso é ridículo! Como eu posso ser o primeiro a te pedir isso? Você publicou isso na Nature e não exigiram os dados do seu gráfico?\" Steve McIntyre, matemático e economista canadense, perguntava indignado á Michael Mann, depois de exigir os cálculos de MBH98… Steve havia moldado sua carreira dentro da indústria privada, e estava acostumado a receber todas as informações possíveis de clientes e parceiros, o que justificou o choque. Desde jovem era fissurado em matemática, terminou a competição nacional do ensino médio em primeiro lugar (Canadá,1965), realizou seu bacharelado em Ciências, e mestrado em Filosofia, Política e Economia em Oxford, além de receber um convite para realizar gratuitamente seu doutorado em Economia Aplicada no MIT, mas recusou. Uma de suas paixões viria a ser trabalhar em cima de erros estatísticos publicados por cientistas. Por atuar na indústria mineradora, já havia estudado geologia e paleoclimatologia, e achou no mínimo estranho o resultado de MBH98 (que parecia estatisticamente incorreto) estar presente em todos os jornais após sua publicação. Sem mais delongas, Steve enviara seu primeiro e-mail de muitos aos membros da faculdade de East Anglia, onde se encontra a CRU, exigindo os dados á membros cabeça do IPCC. Segue alguns dos pedidos feitos por Steve ao longo de três anos:\nDear Dr van Ommen,\nSome time ago I inquired as to the availability of the data set which was used in the paper of Mann and Jones in 2003. Is this the same data as was used in Jones and co-workers in 1998 (in the journal The Holocene)? Do you plan to make available a public archive of this data? Otherwise, I would appreciate an email copy of the data. Thanks for your consideration.\nStephen McIntyre.\nDear Phil,\nTas van Ommen has referred me to you for the version of his data set that you used in the paper of Jones and co-workers in The Holocene in 1998, and I would appreciate a copy. I would also appreciate a copy of the Lenca data used in this study.\nRegards,\nSteve McIntyre\nDear Phil,\nIn keeping with the spirit of your suggestions to look at some of the other multiproxy temperature publications, I've been looking at Jones and co-workers paper of 1998. The methodology here is obviously more straightforward than for the Mann, Bradley, and Hughes paper of 1998. However, while I have been able to substantially emulate your calculations, I have been unable to do so exactly. The differences are larger in the early time periods. Since I have been unable to replicate your results exactly based on available materials, I would appreciate a copy of the actual data set used in the Jones and co-workers paper of 1998 as well as the computer programs used in these calculations. There is an interesting article on replication of results by independent scientists by … some distinguished economists discussing the issue of replication in applied economics and referring favorably to our attempts to replicate results in respect to the paper of Mann, Bradley, and Hughes from 1998.\nRegards, Steve McIntyre\nDear Dr Santer,\nCould you please provide me either with the monthly model data … used for the statistical analysis in the Santer and co-workers 2008 paper, or a link to a website containing the data. I understand that your version has been collated from the Program for Climate Model Diagnosis and Intercomparison; my interest is in a file of the data as you used it (I presume that the monthly data used for statistics is about 1–2 megabytes). Thank you for your attention, Steve McIntyre\nAcho deplorável que aqueles que se dizem cientistas mostram resistência á entrega de sua metodologia. É claro, os resultados de MBH98 e 99 estavam incorretos. Depois de adquirir parte dos dados, Steve entrou em contato com o economista ambiental Ross McKitrick, para denunciar algumas falhas estatísticas que havia encontrado. Steve tomou conhecimento de McKitrick pois foi um dos poucos economistas que criticou o Protocolo de Kyoto nos jornais, cuja origem do tratado internacional foi incentivada pelos resultados de modelos computacionais, e posteriormente assegurado pelos resultados forjados de Michael Mann. O mais risível além da resistência dos membros da CRU, foram as respostas que deram aos pedidos dos dados, não apenas exigidos por Steve, mas por diversos pesquisadores. Segue um exemplo de resposta, escrita por Phill Jones (diretor da CRU no Reino Unido) em seu e-mail á Warwick Hughes:\nI should warn you that some data we have we are not supposed top (sic) pass on to others. We can pass on the gridded data - which we do. Even if WMO agrees, I will still not pass on the data. We have 25 or so years invested in the work. Why should I make the data available to you, when your aim is to try and find something wrong with it? There is Intellectual Property Rights to consider. You can get similar data from GHCN at NCDC. Australia isn't restricted there.\nPhill Jones\nTraduzindo parte do trecho \"Nós temos 25 anos investidos no trabalho. Por que eu deveria liberar os dados pra você, se seu objetivo é achar algo de errado com eles?\"…\nPhill Jones se autodenomina cientista, ao mesmo tempo que rejeita o Método Científico, quando recusa testes de falseabilidade. Ciente de que há erros no trabalho, prefere ignorar os pedidos de seus colegas.\u0026nbsp;Leis foram aprovadas ao redor do mundo com base nesses resultados omitidos,\u0026nbsp;sem a mínima proatividade de dar luz ao público, limitando a produção e consumo de países desenvolvidos e subdesenvolvidos, inclusive o Brasil. Isso não é ciência, é ideologia.\nUm padrão recorrente na história da interação entre política e ciência, e muito bem resumido por Richard Feynman em uma frase \"Prefiro ter perguntas que não podem ser respondidas do que respostas que não podem ser questionadas\".\nApós muita luta (judicial inclusive), Steve McIntyre conseguiu os dados brutos utilizados em MBH98 (porém não adquiriu os cálculos e códigos), e junto de Ross McKitrick publicou o estudo que acabaria com os resultados de Mann [17]. Antes de olhar para as conclusões do estudo, devo esclarecer como eu tenho os e-mails anteriormente citados. Em novembro de 2009 um hacker anônimo, apelidado de FOIA (Freedom Of Information Act), invadiu os computadores da CRU [18], capturando (ou roubando, escolha o jargão que quiser) 200.000 e-mails de membros chave do IPCC, por exemplo Michael Mann, Tom Wigley, Phill Jones, Keith Briffa, etc. Apenas 1.000 e-mails haviam sido liberados ao publico naquele final de ano. Os nomes mencionados confirmaram a autoria, porém disseram que \"foram tirados de contexto\". Novamente em 2011 FOIA soltou mais 4.000 e-mails firmando o contexto… Caso queiram ler os vazamentos, recomendo o documento \"Climategate-emails\" escrito por John Costella, físico teórico da Lavoisier Group [19]. Mas se quiserem os arquivos originais de FOIA, tenho a versão de 2011, só pedir em meu email.\nO problema é que ficamos 20 anos a mercê de acadêmicos que estavam: Manipulando o processo de revisão por pares (caso que justifica o estudo passar pela revisão da Nature sem necessidade de entrega dos cálculos), ameaçando e demitindo editores de revistas científicas, escondendo dados que não corroboravam com a narrativa imposta, utilizando truques estatísticos para manipularem a curva, planejando como tomariam a auditoria de revistas para bloquear publicações de céticos, entre outras atitudes covardes e dogmáticas, que posteriormente obrigariam os cientistas do clima a anexarem dados e códigos… Esse é o motivo de \"qualquer um pode verificar os dados de artigos científicos…\". É de encher o peito dos cientistas de orgulho não é mesmo? Porém McIntyre e McKitrick não sabiam disso até o vazamento dos dados, e corrigiram o trabalho de Mann apenas com a ciência mais exata que existe, a Matemática! (NOTA 2: FOIA vazou também os dados e cálculos das curvas, confirmando as suspeitas de diversos céticos contrários as afirmações de Mann). Segue um breve resumo das conclusões de McIntyre e McKitrick sobre MBH98, seguido de algumas evidências geográficas que derrubam as conclusões de MBH99:\nResultado de MBH98 [15 ibid]:\nImagem 7 Correções de McIntyre e McKitrick [17 ibid]:\nImagem 8 \u0026nbsp; \u0026nbsp;O gráfico de Mann 98 (Imagem 7) é uma reconstrução paleoclimática do hemisfério norte que utiliza técnicas comuns em econometria, por exemplo análises de componentes principais (PCA), sobre isótopos de anéis de árvores. Os dois economistas, ao replicarem os resultados, descobrem que Mann cometeu uma série de erros, incluindo:\n(a) truncamento injustificado de 3 séries;\n(b) cópia de valores de 1980 de uma série para outras séries, resultando em valores incorretos em pelo menos 13 séries;\n(c) deslocamento de 18 séries para um ano antes do que aparentemente se pretendia;\n(d) extrapolações ou interpolações injustificadas para cobrir entradas ausentes em 19 séries;\n(e) erros de localização geográfica e falta de identificadores de local;\n(f) uso inconsistente de dados de temperatura sazonais onde dados anuais estão disponíveis;\n(g) dados obsoletos em pelo menos 24 séries, alguns dos quais já poderiam estar obsoletos na época dos cálculos do MBH98;\n(h) listagem de proxies (indicadores indiretos) não utilizados;\n(i) cálculo incorreto de todos os 28 componentes principais de anéis de árvores.\n\u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp;No estudo de 2003 os economistas destrincham os itens apontados, e demonstram que o resultado de Mann foi decidido antes mesmo de iniciarem a pesquisa, fato comprovado pela troca de e-mails vazados entre Mann, Keith Briffa e Phill Jones [20]. A imagem 8 é a correção realizada Por McIntyre e Mckitrick utilizando a PCA de forma correta. Esse episódio nos mostra que a área acadêmica climática já foi extremamente dogmática, e é preciso relembrar periodicamente esse tipo de corrupção, principalmente porque os responsáveis não foram penalizados. Steve continua a publicar correções estatísticas de estudos climáticos em seu blog [21].\n\u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp; O fim dessa história infelizmente é triste. Além de reconstruir uma falsa temperatura desde 1400, Mann puxou a escala de tempo até o início do segundo milênio. Mesmo sem os dados e cálculos que geraram os resultados dos estudos, a Organização Meteorológica Mundial (WMO), o IPCC, e diversos governos nacionais continuaram a divulgar o famoso \"Taco de Hóquei\" (Imagem 10) em campanha para a transição energética e mitigação das emissões de carbono. Comprova-se que a academia foi tomada por políticos assim que uma questão científica foi declarada uma crise existencial, seguido de quantias de dólares exorbitantes direcionadas para a resolução do \"problema\", junto do número crescente de políticas nacionais [22]. Hubert H Lamb, fundador da própria CRU, se revira em seu túmulo diante da conclusão de seus posteriores, pois após décadas de investigação climatográfica, conclui que entre os anos 900 e 1300 o globo estava pelo menos 2°C mais quente do que o século XX\u0026nbsp;[23].\u0026nbsp;\n\u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp;Lamb não dependia de reconstruções paleoclimáticas e truques estatísticos, a dendrocronologia (estudo dos anéis de árvore) servia como material suplementar, e desde 1960 apontava imprecisões na técnica. É válido lembrar que dependendo da árvore,\u0026nbsp;anéis não são bons termômetros históricos, pois diversos fatores influenciam em seu crescimento além da temperatura, e aparentam demonstrar resultados mais precisos quando relacionados á precipitação. Mann ignorou todos os trabalhos feitos anteriormente, declarou as árvores como proxies de temperatura, e afirmou que o clima era estável até 1950, antes de emitirmos dióxido de carbono. Conclusões completamente discordantes das evidências arqueológicas e documentais, que tem definitivamente mais peso do que a análise de isótopos. A boa notícia é que você não precisa saber de clima ou radiocarbono para perceber que o gráfico de Mann (Imagem 10) não representa temperatura, você só precisa ser bom de historia.\u0026nbsp;Mirando entre 50 e 70 graus de latitude norte, verificamos a temperatura do Hemisfério via algumas evidências arqueológicas e geográficas. É valido ressaltar que essa área é sensível a mudanças bruscas de temperatura, pois se situa na região de transição entre os trópicos e os polos, onde massas de ar quente e frio avançam e recuam constantemente. A partir de várias evidências, temos certeza de que:\nImagem 9 [23 ibid]. Fig.103 pag.271 (Hubert H. Lamb) Imagem 10 [16 ibid]. (Michael Mann — O Taco de Hóquei) Os vikings viveram na Groelândia entre os anos 950 DC - 1347 DC, criaram vacas, e plantaram culturas. Atividades agrícolas atualmente não são possíveis na região [23 ibid, pag.156].\nA linha marginal agrícola da Europa, entre 900 DC e 1300 DC era em média\u0026nbsp;500 km acima da margem atual, incluindo a produção de vinhedos ao norte de Yorkshire (UK), Mar Báltico (Alemanha), Prússia e Escandinávia.\nAldeias agrícolas extensas foram formadas por nativos ao norte dos Estados Unidos, em Iowa, por volta de 1000 DC, e após 200 anos foram abandonadas. Hoje os sítios arqueológicos se encontram em locais que o plantio não se sustenta.\nHá 1000 anos atrás, árvores cresciam no Canadá onde hoje há geleiras (Ilha Ellesmere), e pinheiros atingiam estados maduros a 100 km norte da linha limite atual (Ennedai Lake) [24. Fig.10.1 pag. 298].\u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp; A referência de n°24 é o livro da professora Jean Grove, autora da melhor obra sobre a Pequena Era do Gelo, outro evento omitido por Mann no gráfico, visto que entre os anos 1500 e 1800, vimos os tempos mais frios do último milênio.\u0026nbsp;Para mais evidências do Período Medieval Quente, consultar CO2science [25].\n“Como eu falei, eu não sou o cara do alarmismo climático, mas eu entendo muito bem de clima, o clima é um sistema matematicamente caótico, e é daí que vem a grande dificuldade das pessoas entenderem sobre clima…” [01:06:53]#################################################################################################################################################################### Nesse caso, eu diria que concordo com parte da afirmação de Sacani. O alarmismo gera medo, e o medo cega a razão quando mais precisamos dela. Utilizado contra a população comum em diversos momentos, o alarmismo guarda em sua essência o anseio por emoção e imediatismo. O professor Timothy Ball revela de forma cômica que o objetivo é \"te fazer tremer tanto, que seu dinheiro sai voando do seu bolso e vai parar direto no bolso dos alarmistas\". Revisitemos o antigo Egito e a coleta do censo: a quantidade de grãos a ser paga variava em função do nível do Rio Nilo, medido pelo instrumento nilômetro. Se a marca de 16 Nós fosse atingida, os impostos seriam cobrados, caso contrário os camponeses sairiam isentos. A mesma manipulação de dados da sessão anterior reflete a atitude dos astrônomos da época, ao manipularem as marcas atingidas visando a maior coleta de impostos. Todos participavam do esquema, desde os administradores do instrumento até os guardas que batiam de porta em porta. Em paralelo, durante tempos de crise, membros da realeza gritavam e suplicavam em público, clamando piedade aos deuses e acusando inimigos políticos de perda do Baraka (benção divina), para justificar a seca ou a enchente. Como podem ver pela imagem 12, a única coisa que o clima do Egito não era, é estável, porém a nossa percepção é muito breve, vivíamos pouco, e qualquer mudança de grande magnitude abalava os comuns. De bom grado, os camponeses contribuíam com quantias adicionais além das forjadas, acreditando que seus esforços tornariam os céus e os mares mais calmos.\nImagem 12 [26] — Nível mínimo do Rio Nilo\nPorém um episódio alarmista recente e brutal, além das bruxas de Salem, ocorreu no século 19, entre as tribos Xhosa da África. É válido lembrar que o movimento de mitigação dos gases estufa envolve também o metano, suportado pela afirmação de que o potencial estufa do mesmo é maior do que o potencial do CO2, o que é de fato verdade, porém aqui falta aritmética. Há tão pouco metano na atmosfera que seu efeito é inexistente, e se considerarmos o alvo que visam eliminar (vacas pecuárias) a porcentagem de contribuição é ainda menor. A escolha da pecuária em específico deixa claro que o alvo foi selecionado a dedo, pois se colocarmos em conta a quantidade de vacas consideradas sagradas na índia, somado ao aumento da população de búfalos e guizões selvagens, além das emissões naturais de pântanos e outras fontes, a parte advinda da produção de carne e leite é cerca de 15% (chutando alto). Ignorando completamente o impacto no preço alimentício, políticas de abate de gado são discutidas na Irlanda, Holanda, Dinamarca e Nova Zelândia. O corte na produção eleva os preços, e essas quatro figuras são responsáveis por parte da exportação mundial desses alimentos, inclusive a Nova Zelândia, onde foi proposto um corte de 20% no rebanho nacional, mesmo que uma fração significativa das exportações vá para países com grandes massas pobres, como África e China.\nImagem11.Nonkosi e Nongqawuse Esse caso nos leva ao paralelo de Nongqawuse, a profetisa Xhosa que anunciou o retorno dos mortos e o massacre de seu povo, caso não matassem todos os gados presentes na região [27]. Com apenas 16 anos (novamente, mesma idade de Greta Thumberg), Nongqawuse e seu tio Mhlakaza, utilizando do alarmismo, convenceram a maioria do povo Xhosa a aderirem ao movimento. Como sempre, haviam os céticos, que se recusaram a participar da loucura e esconderam suas vacas do massacre. Porém de nada adiantou, esses sofreram ataques, tiveram suas propriedades invadidas e seus gados abatidos, foram considerados inimigos do povo por não se importarem com as crianças, além de responsabilizados pelo desastre que viria a acontecer. Mais de 300.000 cabeças de gado foram cortadas, e a consequência dessa história não foi o levante dos espíritos ou qualquer fantasia do além, e sim a fome que causou a morte de mais de 80.000 pessoas na região. O curioso é que Nongqawuse declarou mais de uma data para o fim do mundo, e sempre que a data chegava, ela adiava o evento… Isso te lembra algo? A profetisa também afirmou que caso todos os gados fossem mortos, haveriam riquezas na terra e vacas saudáveis voltariam (doenças bovinas eram comuns na época) e todo o povo Xhosa prosperaria novamente, expulsando os colonos de suas terras. Como esperado, nenhuma profecia se concretizou, a jovem foi presa e posteriormente exilada em segredo (visto que tinha boas relações com diversos líderes de tribos),\u0026nbsp;pois seria linchada pelos sobreviventes de seu povo. Nongqawuse morreu de velhice tranquilamente em uma fazenda, arando terra... e cuidando de gados...\nAgora, eu discordo de Sacani quando ele afirma que a grande dificuldade das pessoas de entender a matéria é por ser um sistema caótico. Qualquer tópico que trabalha com fluídos turbulentos apresenta sistemas caóticos, e isso significa única e exclusivamente que o estado futuro do sistema não é previsível. Eu acredito que a grande dificuldade do entendimento sobre clima se deve ao fato de ser um tema difícil, composto por várias disciplinas, e quando computado na teoria dos sistemas, se torna multivariável. Outro motivo é o ensino sobre o tema ainda na escola, onde professores focam mais no ensino das \"mudanças climáticas\" (hoje um sinônimo de aquecimento global antropogênico) ao invés de ensinar sobre o clima da Terra, em diferentes locais e períodos. Esse desvio resultou num equivoco que define clima e CO2 como iguais. Eu lembro do professor de geografia do sexto ano desenhando fábricas e vacas na lousa, afirmando que é 100% verídico, estamos aquecendo o planeta, e o que define o clima daqui 100 anos é o quanto de gasolina você usa, ou o quanto de carne você come. Não me recordo de nenhum dos meus professores lecionando sobre os ciclos de Milankovitch ou clima no período jurássico, ou até mesmo o motivo do Saara ser deserto e a Amazônia não. Essa dinâmica é necessária não só por ser a maneira correta de abordar o tema, mas para o desenvolvimento do pensamento crítico, resultando no levantamento de questões. Vamos retomar a estocástica na próxima fala, onde Sacani se contradiz.\nBibliografia [15]. Michael E Mann, Raymond S Bradley, Malcolm K Hughes. Global-scale temperature patterns and climate forcing over the past six centuries. NATURE | VOL 392 | 23 APRIL 1998\n[16]. Michael E Mann, Raymond S Bradley, Malcolm K Hughes. Northern hemisphere temperatures during the past millennium: Inferences, uncertainties, and limitations. GEOPHYSICAL RESEARCH LETTERS, VOL. 26, NO.6, PAGES 759-762, MARCH 15, 1999\n[17]. Stephen McIntyre, Ross McKitrick. CORRECTIONS TO THE MANN et. al. (1998) PROXY DATA BASE AND NORTHERN HEMISPHERIC AVERAGE TEMPERATURE SERIES. ENERGY \u0026amp; ENVIRONMENT VOLUME 14 NUMBER 6 2003\n[18]. https://www.csmonitor.com/USA/Politics/2009/1204/climategate-leaked-emails-push-scientists-toward-transparency\n[19]. https://www.lavoisier.com.au/articles/greenhouse-science/climate-change/climategate-emails.pdf\n[20]. email 0938018124 | email 0942777075 | Carta do FOIA junto de alguns trechos de emails: readme\n[21]. https://climateaudit.org/\n[22]. T. Townshend et al. How national legislation can help to solve climate change. | Nature Climate Change, Vol 03, may 2013.\n[23]. Lamb, H.H. (1982) Climate, history, and the modern world. Methuen, New York, 387.\n[24]. Grove, J.M. (1988) The little ice age. Methuen, New York, 498.\n[25]. https://www.co2science.org/data/mwp/mwpp.php\n[26]. Demetris Koutsoyiannis, National Technical University of Athens, Greece. Stochastics and its importance in studying climate\n[27]. Peires, Jeffrey B. (1989). The Dead Will Arise: Nongqawuse and the Great Xhosa Cattle-Killing Movement of 1856.\n","permalink":"https://ometodo.pages.dev/posts/o-cientista-pt2/","summary":"\u003cp\u003e\u003ca href=\"/posts/o-cientista-que-desconhecia-o-metodo/\" style=\"font-family: 'Courier Prime', 'Courier New', monospace; font-size: 0.9rem; color: #1a6fb5;\"\u003e← Voltar ao índice\u003c/a\u003e\u003c/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003c!-- SECTION: 04-qualquer-um-pode-verificar.html --\u003e\n\u003ch3 id=\"-010623\"\u003e\u003cem\u003e“Em hora nenhuma eu falei que é um dogma. O mais legal hoje galera, é que qualquer um pode verificar os dados de artigos científicos… se fosse uma coisa dogmática você não teria os dados nem para encostar”\u003c/em\u003e [01:06:23]\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010623\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010623\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010623\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010623\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010623\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010623\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010623\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010623\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" 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O que obrigou os autores de estudos climáticos a anexarem seus dados e cálculos? Provavelmente Sacani não tomou conhecimento do motivo, então farei o favor de informar narrando uma história recente. Em 1998 um homem chamado Michael Mann, Professor de climatologia da Pensilvânia State University, membro da CRU (Climate Research Unit) e lead author do IPCC, publicou junto de Bradley e Hughes dois estudos que mudariam o mundo (ou pelo menos tentariam…) \u003cspan class=\"ref\"\u003e[15]\u003c/span\u003e,\u003cspan class=\"ref\"\u003e[16]\u003c/span\u003e. MBH98 (Mann, Bradley, Hughes, 1998) argumentaram que as temperaturas atuais estavam aumentando de forma jamais vista nos últimos 1000 anos, e que \"os anos 90 são provavelmente os mais quentes dos últimos 2 milênios\"! Um achado incrível para a humanidade, e a prova significativa (\"Smoking Gun\") de que somos nós a causa do aquecimento acelerado. Porém algo incomum aconteceu, o artigo passou pela revisão dos pares da revista Nature, sem a necessidade de entrega dos dados brutos e cálculos da curva.\u003c/p\u003e","title":"Corrupção e Alarmismo"},{"content":"← Voltar ao índice\n“A Terra tem vários ciclos… chamam ciclos de Milankovitch… Quando a gente vai analisar a mudança climática em si, toda a ciclicidade é retirada dos dados, e quando a gente tira a ciclicidade dos dados, a gente vê uma tendência muito clara, principalmente a partir da revolução industrial, do aumento não só das temperaturas… como também da concentração dos gases do efeito estufa na atmosfera, o que é terrível para o planeta” [01:09:46]#################################################################################################################################################################### Essa afirmação carrega quatro problemas. O primeiro é a contradição entre o clima ser um sistema cíclico e caótico. O clima é um sistema estocástico, composto de tudo que você presencia quando sai de casa, desde gases saindo do fundo dos oceanos, até partículas entrando pela ionosfera, e a interação de todos os fatores que há entre os dois, e dentro de todas essas variáveis algumas apresentam ciclos, outras não. Sacani menciona por exemplo Milankovitch, responsável pela teoria que melhor explica a ocorrência de eras glaciais e interglaciais nos últimos 3 milhões de anos. Parte da teoria aborda o eixo terrestre e sua mudança, causada pela força gravitacional de outros corpos celestes, o que dita a distribuição energética de raios solares ao longo do globo [28]. Se apenas essa ciclicidade for considerada como clima, Sacani não entende \"muito bem de clima\". Milhares de mudanças regionais e globais ao longo do Holoceno (últimos doze mil anos) não são explicadas pelos ciclos de Milankovitch.\u0026nbsp;\nComo Sacani explicaria o resfriamento IRD Event 7\u0026nbsp;[29]?\u0026nbsp;e o Evento Bond 5?\u0026nbsp;Ou o Período Quente Romano, seguido de frio intenso, e respectivamente calor durante o Período Medieval Quente? Ou até mesmo a Pequena Era do Gelo e sua recuperação? Essas variações não correspondem a nenhuma mudança de eixo ou CO2 atmosférico, e são tão rápidas quanto o aquecimento recente. Mas Sacani basicamente afirma que conhece todas as características e ciclos de um sistema caótico, a ponto de retirá-los da conta e ser capaz de identificar a \"tendência muito clara\" do output de temperatura… Ao invés de \"retirar\" esses ciclos milenares para tentar explicar uma mudança que supostamente começou há 150 anos, que tal reduzirmos a escala de tempo e olharmos para a variabilidade dentro dos últimos 10 mil anos? (A influência de Milankovitch supostamente seria muito menor ao longo dessa escala). A melhor forma de encontrarmos correlações estatísticas não seria verificar a tendência da curva de temperatura com outras variáveis nesse período? Variáveis que muito provavelmente, Sacani não considerou.\nImagem 13 [30] Imagem 14 [31]\nA Imagem 13 é uma reconstrução da temperatura do ar na Groenlândia durante o Holoceno, calculada a partir da concentração de O18 em estratos de gelo (não vejo uma tendência muito clara causada pelo CO2, no gráfico a baixo). Se confirma a confiabilidade da curva de temperatura comparando-a com registros recentes de termômetros, como mostra a imagem 14. Note a mudança entre períodos quentes e frios durante o Holoceno, com diferenças de até 4°C em menos de 200 anos. O IRD Event 7 mencionado anteriormente, foi um resfriamento do HN ocorrido ha 10 mil anos atrás. Não há variação no eixo da terra que cause essa mudança em tão pouco tempo, então qual seria o motivo? Geólogos e Glaciólogos passaram muito tempo juntando evidências a fim de entender a causa, e ainda hoje trabalham nisso, pois há tantos fatores que mudam o clima de forma significativa que basicamente lidam com o que engenheiros chamam de White Noise: Imagine que você esta do lado de fora de um estádio, ouvindo aquele rugido generalizado composto por milhares de vozes, é um trabalho complexo selecionar vozes individuais para achar uma certa frequência. O clima carrega esse mesmo conceito, principalmente quando se trata de analisá-lo no passado. Demonstremos a complexidade desse trabalho investigativo quanto ao IRD Event 7.\nAs provas apontavam para o derretimento de geleiras como a principal causa do resfriamento no Hemisfério Norte. Sei que isso parece contraditório, mas faz sentido quando colocamos o sistema oceânico em jogo. Uma questão rápida surge da contradição: se houve um resfriamento, como as geleiras derreteram? Essa questão foi respondida por Stan Paterson em seu livro The Physics of Glaciers, onde ele declara que geleiras de grande porte tem respostas atrasadas a eventos climáticos, ou seja, se hoje uma grande geleira quebra, provavelmente o processo de derretimento começou a centenas, se não milhares de anos atrás. De fato, perto do mesmo período em que ocorreu o IRD Event 7, grandes quantidades de gelo derreteram e desaguaram no mar. Por serem compostos de água doce, ao entrarem em um sistema repleto de água salgada perturbam a circulação termohalina. Isso quer dizer que águas com menores concentrações de sal se mantém na superfície por serem menos densas. Normalmente águas frias e salgadas tendem a afundar a caminho do Atlântico Norte, servindo de esteira, pois puxam águas quentes do equador para os trópicos nesse processo, mas esse ciclo foi quebrado com o derretimento dos lagos de água doce.\nA princípio era uma ótima hipótese, mas estava cronologicamente errada. Os autores de Svante et al 2001 [29 ibid] notaram que a queda dos isótopos de O18 foi registrada anteriormente ao derretimento dos lagos Ancylus e Agassiz. Outra prova que indicava resfriamento anterior ao derretimento dos lagos é a troca da vegetação nativa, detectada a partir de proxies que indicam a concentração de polem na região. O Lago Starvatn (Ilhas Faroe) detinha vegetação predominante de bétulas (árvores altas que crescem melhor em tempos quentes), mas um pouco antes do derretimento dos lagos a vegetação predominante era composta por gramíneas (arbustos baixos predominantes em tempos frios). A terceira evidência é a diminuição drástica do tamanho de anéis de pinheiros na Alemanha\u0026nbsp;anteriores as evidencias geológicas da drenagem dos lagos, o que indica que esse resfriamento ocorre de forma ampla no HN. O instrumento de ajuste cronológico utilizado foi a cinza vulcânica de Saksunarvatn, essa técnica é chamada de tefrocronologia.\u0026nbsp;\nCada erupção vulcânica tem sua própria \"impressão digital\" química, quando a erupção é massiva, suas cinzas se espalham por todo o planeta cerca de duas semanas após o evento, e se depositam sobre a superfície onde ficam registradas por milhões de anos. Essa é a melhor ferramenta que temos para declarar se eventos ocorreram na mesma época, mesmo que em locais opostos no globo. A conclusão do estudo declarou a variável menos aceita pelo IPCC como a causa do resfriamento, essa variável é o Sol… Tanto a curva de O18, quanto os eventos de resfriamento analisados, condiziam perfeitamente com o aumento da concentrações de Berílio 10 nos estratos de gelo, isótopos que indicam atividade solar (Essa correlação será esclarecida ainda nessa sessão). Acredita-se que o derretimento dos lagos causou o resfriamento posterior (Bond 5), indicado na Imagem 13 como uma queda brusca perto da marca dos 8000 anos antes do presente, evidenciando a influência massiva que as correntes oceânicas tem no clima.\nO que nos leva ao\u0026nbsp;segundo problema\u0026nbsp;da afirmação de Sacani\u0026nbsp;\"a gente vê uma tendência muito clara, principalmente a partir da revolução industrial, do aumento não só das temperaturas… como também da concentração dos gases do efeito estufa na atmosfera\". Primeiramente, a afirmação de que o aquecimento surge a partir do século XIX está incorreta, e é refutada por proxies, registros históricos, e registros instrumentais (termômetros).\u0026nbsp;As temperaturas vêm aumentando desde o fim do século XVII: As imagens 15 e 16 mostram os registros instrumentais mais antigos que temos, situados na Inglaterra Central e Berlim.\u0026nbsp;O termômetro de mercúrio surge apenas em 1714, portanto outros instrumentos eram utilizados até a invenção, por exemplo o termoscópio criado por Galileu.\nImagem 15. Central England Temperature Imagem 16. Berlim Temperature \u0026nbsp;O cerne da questão é o quão rápido as temperaturas da Europa aumentam ao fim do século XVII, quando comparadas as taxas pós 1850 ou 1945. Hoje a maioria dos gráficos de temperatura iniciam as curvas em 1800, caso que omite o registro anterior. É possível argumentar que essas são apenas mudanças regionais, portanto vou utilizar o trabalho do professor Emeritus Syun-Ichi Akasofu [31 ibid] para citar outros registros que demonstram o aumento de temperatura anterior a elevação da concentração dos gases estufa. Akasofu reúne principalmente registros de quebra e congelamento lacustre, que diferem de grandes geleiras, pois lagos tendem a responder de forma rápida a eventos climáticos.\nImagem 17 Imagem 18 Registros de tal magnitude são confiáveis devido ao contexto religioso atrelado a eles. Tomemos como exemplo o Lago Suwa no Japão (Imagem 17), sua rasa profundidade permite que seu congelamento completo ocorra se as condições necessárias são atingidas. Normalmente Suwa congela completamente quando passam 3 noites seguidas sem nuvens, e batem a marca de -10°C. O âmbito religioso surgiu com o evento chamado Omiwatari, traduzido como A Travessia de Deus, um fenômeno que literalmente racha o lago no meio, indicando o congelamento completo. A rachadura é o resultado da expansão térmica do próprio gelo já formado, aquecido pelo Sol. Deem uma olhada nesse vídeo que captura o momento exato do Omiwatari [32]. Se torna compreensível o significado sagrado quando imaginamos um mero camponês ao presenciar um evento como esse em pleno século XV. Por esses motivos as datas de congelamento e quebra foram anotadas desde meados de 1400 pelos sacerdotes do santuário Suwa Taisha [33].\u0026nbsp;\nEsse registro tem importância climática pois em tempos frios os invernos começam mais cedo, e no caso do Omiwatari, quanto mais tarde ocorre o evento em relação a média (ponto zero = primeiro de janeiro), mais quente estava a região do lago Suwa. Notem que na imagem 17 há pontos localizados no topo do gráfico, eles indicam os anos em que Omiwatari não ocorreu, o que nos leva a deduzir que o inverno não foi frio o suficiente para o congelamento completo. A pequena Era do gelo é notável entre 1550 e 1700, o que prova que foi um evento que também ocorreu na Ásia. Logo ao início de 1700 vemos o aumento da ocorrência de anos sem Omiwatari, contrariando a ideia de que o aquecimento se inicia apenas no período industrial, e que foi um fenômeno regional. Outra evidência é a incidência de gelo na Noruega (imagem 18), que inicia seu regresso contínuo ao final de 1700, e seu registro também possui cunho religioso. O trabalho de Akasofu apresenta diversos exemplos adicionais. Então a conclusão do segundo problema deve levantar uma questão de tremenda importância: O que causou o aquecimento anterior a 1800, e por que não poderia ser a mesma causa do aquecimento após 1900? Se quisermos ampliar ainda mais o questionamento, o que causou a própria Pequena Era do Gelo, e sua respectiva recuperação?\nPara responder a tais questões, vamos verificar se a causa atribuída ao IRD Event 7 pode ser a responsável pelas demais variabilidades climáticas do holoceno, tratando do terceiro problema na afirmação de Sacani \"aumento não só das temperaturas… como também da concentração dos gases do efeito estufa na atmosfera\". A correlação positiva entre temperatura e CO2 pode simplesmente não significar causalidade. Svante conclui que o Sol foi o gatilho que registrou a queda nos isótopos de O18 no estrato de gelo, mas por que? O que o Berílio 10 tem em comum com nossa estrela? É válido lembrar que o Sol não é uma bola estática como pensavam os antigos, ele possui diversos ciclos, comportamento caótico, e normalmente apresenta instabilidades que alcançam todo o sistema solar. Os primeiros que notaram essas características foram os chineses, ao escreverem sobre as manchas solares durante o reinado do Imperador Wen de Han. Porém o trabalho mais completo veio com os desenhos de Galileu, e a contagem dessas anomalias em detalhes. O número de manchas é extremamente variável, e indica o quão ativo está o Sol. O que quero dizer com ativo é o quão instável está o seu campo magnético; em períodos de instabilidade, explosões ocorrem periodicamente na coroa solar, ejetando bilhões de toneladas de plasma que viajam em altas velocidades, chamadas de Ejeções de Massa Coronal (EMC). O plasma chega à Terra em algumas horas, alterando tanto o comportamento do nosso campo magnético (formação de\u0026nbsp;auroras boreais), como também das partículas cósmicas ao redor do planeta [34]. Seguem diagramas visuais para facilitar o entendimento:\nImagem 19. EMC capturada por satélites. Imagem 20. Diagrama do vento solar. Imagem 21. Simulação de impacto em planetas\u0026nbsp; Além da interferência do Sol, a Terra é constantemente bombardeada de partículas cósmicas. A existência dos Raios Cósmicos Galácticos (RCG) foi descoberta no inicio do século XX, pelos físicos Victor Franz Hess e Werner Kolhörster. Os dois notaram que havia incidência radioativa crescente conforme aumento de altitude. Os RCG são compostos de pequenas partículas altamente energéticas (originadas por supernovas) que penetram e ionizam a atmosfera, bombardeando átomos de Nitrogênio e Oxigênio. A quebra desses átomos gera registros isotópicos como o Berílio-10 e Carbono-14, conhecidos como cosmogênicos. A formação desses isótopos não ocorre naturalmente na Terra a não ser que exista interferência cósmica. O Berílio-10 por exemplo, é formado via interação agressiva entre os RCG e os átomos mencionados, chamada espalação (no qual fragmentos de material são ejetados de um corpo devido a impacto ou pressão). O registro do Be10 pode ser encontrado em gelo e solo, uma vez que é um metal alcalino terroso, e tem afinidade com o ciclo da água, por consequência é transportado via precipitação. O carbono-14 é formado quando Raios Cósmicos bombardeiam o núcleo de Nitrogênio-14. Por ser semelhante ao Carbono-12, o C14 entra no ciclo natural do carbono, caso que permite seu registro em matéria orgânica. Agora que sabemos que o Sol e RCGs interagem com a terra, mas por que os isótopos gerados pelos Raios Cósmicos são indicativos de atividade solar?\nPorque o Sol é quem decide a quantidade de Raios Cósmicos que penetram a atmosfera! A Ejeção de Massa Coronal, ao chegar na Terra, varre momentaneamente parte das partículas cósmicas entrando pela atmosfera. Essa correlação é suportada pela resposta de poucas horas entre uma explosão de plasma, e o evento que astrofísicos chamam de Decréscimos de Forbush (quedas abruptas no fluxo de raios cósmicos entrando na atmosfera). A imagem 22 nos mostra que logo após uma perturbação no campo magnético da Terra (Ap Index, curva inferior) causado por uma Ejeção de Massa Coronal, há uma queda no fluxo de raios cósmicos galácticos (CRF = Cosmic Ray Flux, curva de cima). O ponto zero marca o dia do Decréscimo de Forbush, valores à esquerda da origem são os dias anteriores ao evento, e à direita são os dias seguintes. O gráfico foi plotado em análise de épocas sobrepostas, ou seja, as curvas representam a média dessas variáveis em mais de 200 Decréscimos de Forbush, ocorridos entre 1953 e 1985. A imagem 23\u0026nbsp;[35]\u0026nbsp;expande a série temporal, correlacionando as manchas solares com o fluxo de raios cósmicos ao longo dos anos. Notem que quanto mais ativo está o Sol, menos Raios Cósmicos penetram a atmosfera. Essa forte correlação de curto e médio prazo implica causalidade, e justifica os isótopos cosmogênicos (Be10 e C14) marcarem a atividade solar ao longo do Holoceno. Sobra um esclarecimento: O que essa relação entre o Sol e Raios Cósmicos tem a ver com o Clima? A Imagem 24 é uma reconstrução isotópica de Be10 e C14 criada por Solanki et al. 2005 [36], e simula a quantidade de manchas solares ao longo dos últimos 12 mil anos a partir da concentração dos isótopos. Notem a semelhança com a Imagem 13 ao clicarem no botão \"Temperatura\" (curva que plotei no R, passei uma média móvel de 200 anos nos dados de Solanki, e retirei os primeiros 1000 anos das duas séries, visando \"retirar a ciclicidade de Milankovitch\")\nImagem 22 [35 ibid] Imagem 23 [35 ibid] Imagem 24 Temperatura\nAs duas curvas apresentam variações parecidas, não são perfeitamente correlacionadas, porém tem uma aproximação muito mais forte do que quando comparadas a curva de CO2 (imagem 13). A teoria que melhor explica essa correlação, e que abriu uma ótima discussão nas margens da ciência climática, veio do astrofísico Henrik Svensmark. A hipótese natural de se pensar é que o Sol, por estar mais ativo, esquentaria mais a Terra, porém isso não faz sentido visto que mais manchas solares diminuem sua luminosidade. Svensmark foi além, e assumiu que os raios cósmicos, poderiam ser capazes de formar nuvens na troposfera. Uma pergunta que deve ser feita: Será que a cobertura de nuvens tem mais influência na temperatura de superfície do que o CO2? A resposta é com certeza, visto que um dia nublado é mais fresco que um dia a céu aberto. Nuvens são responsáveis por parte significativa do Albedo (a refletividade de luz) do planeta, ou seja, impedem que a energia eletromagnética (EMR) do Sol alcance a superfície e se transforme em infravermelho (IR). Portanto, se Sol apresenta mais manchas, a quantidade de Raios Cósmicos entrando na Terra decresce, e menos nuvens são formadas, permitindo mais luz batendo no chão e se transformando em calor. Svensmark precisava de dados para confirmar suas suspeitas.\nVamos ter uma pequena aula de como formular uma teoria a partir do método científico, visto que já temos a hipótese em mente. Primeiramente, precisamos verificar se há uma correlação entre o fluxo de raios cósmicos e a cobertura de nuvens. Outros já exploravam essa correlação, pois partículas cósmicas são a principal fonte de ionização atmosférica na altura em que nuvens se formam (ionização máxima a 15km de altura), portanto suspeitavam que havia ligação com o clima. Um estudo já citado, Tinsley and Deen 1991 [35 ibid], além de correlacionarem o Sol e os Raios Cósmicos, colocaram mais uma variável em sua análise, o Índice de Vorticidade de Área (VAI = Vorticity Area Index), uma métrica meteorológica que quantifica a intensidade rotacional de ciclones. A imagem 25 adiciona duas variáveis. Foquem na curva de baixo, que representa o VAI no Hemisfério Norte durante o inverno. Nota-se uma diminuição da extensão dos ciclones após Decréscimos de Forbush.\nImagem 25 Imagem 29. A queda no VAI é o reflexo macroscópico do que Tinsley e Deen descrevem como uma \"Cadeia de Instabilidades\" (imagem 29, a direita), a proposta de que os raios cósmicos modulam a dinâmica de nuvens já existentes através do Circuito Elétrico Global. O processo se inicia com o eletrocongelamento: a ionização atmosférica altera a carga elétrica nas bordas das nuvens, o que facilita a transformação de gotas de água super-resfriada em cristais de gelo. Uma vez formados, esses cristais crescem rapidamente via Instabilidade de Wegener-Bergeron, consumindo as gotas líquidas ao redor e liberando calor latente. Essa liberação de energia térmica atua como um gatilho para a Instabilidade de Rayleigh-Taylor, fornecendo o combustível necessário para a intensificação de ciclones moderados. Portanto, quando ocorre um Decréscimo de Forbush, essa cadeia é interrompida, e consequentemente há uma redução na energia rotacional das tempestades, o que explica a retração observada na curva do VAI. Svensmark viria a trabalhar com Tinsley futuramente.\nInstabilidade de Wegener-Bergeron Instabilidade de Rayleigh-Taylor × Friis-Christensen e Lassen (1991)\u0026nbsp;\u0026nbsp;[44].propuseram que a duração do ciclo solar — e não apenas a amplitude das manchas — é um indicador da influência do Sol sobre o clima. Ciclos mais curtos correspondem a um Sol mais ativo, e ciclos mais longos a um Sol mais fraco. Ao comparar o comprimento dos ciclos solares com registros de temperatura do hemisfério norte, encontraram uma correlação notável ao longo de mais de um século. Períodos de ciclos curtos (~10 anos) coincidiram com temperaturas mais elevadas, enquanto ciclos longos (~12 anos) acompanharam fases de resfriamento. O gráfico mostra as semanas de gelo registradas na Holanda, que acompanham de forma consistente as variações no comprimento do ciclo solar — mais gelo nos períodos de ciclos longos, menos gelo nos períodos de ciclos curtos.\n× × Comparação com Temperatura\n× Instabilidade de Wegener-Bergeron A Instabilidade de Wegener-Bergeron (também chamada de processo de Bergeron-Findeisen) descreve o mecanismo pelo qual cristais de gelo crescem às custas de gotículas de água super-resfriada dentro de uma nuvem mista. Em temperatura abaixo de 0°C, a pressão de vapor saturado sobre o gelo é menor do que sobre a água líquida. Isso cria um gradiente de pressão de vapor: as gotículas líquidas evaporam e o vapor migra para os cristais de gelo, que crescem rapidamente por deposição. O resultado é que os cristais de gelo engordam enquanto as gotículas encolhem — um processo instável que amplifica qualquer perturbação inicial no equilíbrio gelo-líquido da nuvem. Quando ativado pelo eletrocongelamento induzido por ionização cósmica, esse mecanismo pode converter rapidamente uma nuvem de fase mista em uma nuvem predominantemente glaciada, liberando calor latente de fusão e alterando a dinâmica convectiva local.\n× Instabilidade de Rayleigh-Taylor A Instabilidade de Rayleigh-Taylor ocorre na interface entre dois fluidos de densidades diferentes, quando o fluido mais denso está sobre o menos denso num campo gravitacional (ou equivalentemente, quando um fluido menos denso é acelerado contra um mais denso). Qualquer perturbação nessa interface cresce exponencialmente: protuberâncias do fluido mais denso afundam como \"dedos\" enquanto bolhas do fluido menos denso sobem, gerando estruturas características de mistura turbulenta. No contexto atmosférico, a liberação de calor latente pela Instabilidade de Wegener-Bergeron aquece localmente a coluna de ar, reduzindo sua densidade. Esse ar mais quente e leve, empurrado contra camadas mais densas acima, cria as condições para a Instabilidade de Rayleigh-Taylor, que intensifica a ascensão convectiva e, consequentemente, a energia disponível para ciclones em desenvolvimento.\nObservada a correlação, Svensmark, junto do astrofísico Nigel Marsh, decide ir atrás de dados que aproximem a o Fluxo de Raios Cósmicos com a formação de novas nuvens [37]. É comum dividirmos as nuvens em 3 tipos: altas, médias e baixas. Nuvens altas (tipo cirrus) são responsáveis por parte significativa do efeito estufa na troposfera, e nuvens baixas são normalmente mais densas e mais brancas, responsáveis pela maioria da refletividade de luz solar. As três figuras a baixo representam a correlação desejada por tipo de nuvem.\nImagem 26. Nuvens altas Imagem 27. Nuvens médias Imagem 28. Nuvens baixas A linha vermelha representa a variação no Fluxo de Raios Cósmicos entrando na atmosfera, medida detectada por monitores de nêutrons, e a linha azul clara representa a mudança anual da cobertura de nuvens, dado coletado por satélites. Notem a forte semelhança com as nuvens baixas. Svensmark agora havia confirmado parte de suas suspeitas, a quantidade de partículas cósmicas revela proximidade física com nuvens que mais resfriam a superfície. Mas por que especificamente nuvens baixas respondem ao fluxo de partículas cósmicas, enquanto nuvens médias e altas não demonstram a mesma correlação?\u0026nbsp;\nSvensmark parte para a segunda etapa da formulação da teoria, o mecanismo, e assume que a resposta está na microfísica dos aerossóis, o que exige que entendamos um conceito fundamental: toda gota de água que compõe uma nuvem não se forma espontaneamente. O vapor de água na atmosfera precisa de uma superfície sólida ou líquida para condensar, um \"esqueleto\" microscópico chamado de Núcleo de Condensação de Nuvem (CCN = Cloud Condensation Nuclei). Sem um núcleo, o vapor simplesmente permanece como gás. Esses núcleos são várias partículas de aerossol compostas predominantemente por ácido sulfúrico (H₂SO₄) e água (H₂O), entre outros compostos. A quantidade de CCN disponíveis dita diretamente as propriedades das nuvens: mais CCN significa mais gotículas, porém menores, o que torna a nuvem mais branca, mais densa, e mais duradoura. Menos CCN resulta em gotículas maiores, menos numerosas e nuvens mais finas.\nA hipótese de Svensmark propõe que os Raios Cósmicos Galácticos contribuem justamente para o processo de formação de CNN. Os RCG ionizam a atmosfera ao colidirem com moléculas de Nitrogênio e Oxigênio, gerando pares de íons (um positivo e um negativo). A proposta microscópica é que esses íons atuam como catalisadores na formação de novos aerossóis, via um mecanismo chamado Nucleação Mediada por Íons (IMN = Ion-Mediated Nucleation) [38]. O processo ocorre quando íons criados pela ionização cósmica atraem moléculas polares ao seu redor, principalmente ácido sulfúrico gasoso e vapor d'água. Conforme mais moléculas são capturadas, o cluster carregado atinge um tamanho crítico, e quando um cluster positivo grande se recombina com um cluster negativo (recombinação íon-íon), forma-se um aerossol.\nImagem 30 Imagem 31 A primeira evidência observacional direta desse processo veio do grupo de Frank Arnold no Instituto Max-Planck de Física Nuclear, Heidelberg. Eichkorn et al. (2002)\u0026nbsp;[38 ibid] realizaram medições com um espectrômetro de massa de grande porte (LIOMAS) a bordo da aeronave de pesquisa alemã Falcon, na troposfera superior europeia durante o verão de 2000. Detectaram pela primeira vez três famílias de íons positivos. A primeira família (type 1) consiste em pequenos clusters de acetona e água, formação comum na troposfera. A segunda família (type 2) são clusters que incorporaram ácido sulfúrico, evidenciando o crescimento ativo via captura de H₂SO₄. A terceira família (type 3) representa o mais importante: partículas de aerossol carregadas, formadas pelo processo de nucleação mediada por íons.\u0026nbsp;\nOs autores demonstraram que a taxa de nucleação mediada por íons era suficiente para produzir a concentração de partículas observadas até o meio-dia, e que a formação por nucleação homogênea (sem íons) seria ineficiente nas temperaturas medidas. Em outras palavras, os íons criados por raios cósmicos foram os responsáveis pela formação dos aerossóis, pois era sufuicientemente energéticos. O aerossol recém-nascido ainda precisa crescer cerca de 50 vezes seu tamanho para atingir as dimensões de um CCN funcional. Partículas pequenas são facilmente absorvidas por aerossóis maiores já existentes, uma competição que elimina a maioria dos recém-formados antes que atinjam o tamanho necessário. Quanto maior a concentração de H₂SO₄ disponível, mais rápido o crescimento e maior a chance de sobrevivência. Uma vez que o aerossol atinge o tamanho de CCN, ele está apto a servir de base para a condensação de gotículas de nuvem.\nMas se a ionização cósmica é máxima em altitudes elevadas (por volta de 15 km), por que o efeito aparece justamente em nuvens baixas?\u0026nbsp;A resposta é fornecida pelo trabalho de Fangqun Yu e Richard Turco\u0026nbsp;[39].\u0026nbsp;Yu e Turco demonstraram que a nucleação mediada por íons depende de dois ingredientes em proporções adequadas: ionização e gases traço de baixa volatilidade (sobretudo H₂SO₄).\u0026nbsp;Na baixa troposfera a concentração de gases traço é elevada,\u0026nbsp;pois o dióxido de enxofre (SO₂) emitido pela superfície oceânica e terrestre é abundante e continuamente convertido em H₂SO₄.\u0026nbsp;Porém a ionização nessa altitude é relativamente baixa,\u0026nbsp;visto que os raios cósmicos já perderam parte de sua energia ao atravessarem a atmosfera.\u0026nbsp;Na troposfera superior, ocorre o inverso:\u0026nbsp;a ionização é intensa, mas\u0026nbsp;os gases traço são escassos, tornando a baixa concentração de H₂SO₄ o gargalo. Portanto,\u0026nbsp;variações no fluxo de raios cósmicos alteram significativamente a taxa de nucleação apenas onde a ionização limita o processo, e isso ocorre na baixa troposfera. Variações do mesmo fluxo são irrelevantes na troposfera superior, onde sobram íons mas faltam moléculas. Esse raciocínio explica de forma precisa por que os dados de Marsh e Svensmark revelaram correlação exclusivamente com nuvens baixas.\nImagem 32. Layout verticalizado CLOUD CERN Imagem 33\nA cadeia completa proposta por Svensmark pode então ser resumida :\nMais raios cósmicos → mais ionização na baixa troposfera → mais nucleação de aerossóis ultrafinos → mais partículas crescem até tamanho CCN → mais núcleos de condensação disponíveis → mais gotículas (menores) nas nuvens baixas → nuvens mais brancas/densas + maior cobertura → mais luz solar refletida (albedo) → resfriamento da superfície\n\u0026nbsp; \u0026nbsp;Svensmark então finalizou sua formulação teórica com o passo da experimentação controlada, visando verificar se os acontecimentos do mundo real condizem com sua hipótese. Em 2006, no Instituto Nacional Espacial da Dinamarca (DTU Space), conduziu o Experimento SKY [40], no qual uma câmara selada simulava condições atmosféricas enquanto era irradiada por raios cósmicos naturais e radiação gama controlada. Os resultados demonstraram que a ionização aumentava a produção de aerossóis ultrafinos.\u0026nbsp;\n\u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp;A confirmação mais robusta veio do Experimento CLOUD (Cosmics Leaving Outdoor Droplets) no CERN [41], o maior laboratório de física de partículas do mundo, utilizando o acelerador Proton Synchrotron para simular raios cósmicos em uma câmara atmosférica de alta precisão. Kirkby et al. 2011 confirmaram que íons produzidos por radiação cósmica aumentam a nucleação de partículas de ácido sulfúrico em até dez vezes. O experimento do CERN foi um divisor de águas, pois removeu qualquer dúvida sobre a capacidade dos íons de catalisar a formação de aerossóis.\u0026nbsp;Em 2017, Svensmark et al. [42] fecharam o último elo da cadeia ao demonstrarem em câmara experimental que os aerossóis formados por ionização não apenas surgem, mas de fato crescem até tamanhos compatíveis com CCN, completando pela primeira vez em laboratório toda a sequência proposta pela teoria.\u0026nbsp;\n\u0026nbsp; \u0026nbsp; Infelizmente Svensmark levou 7 anos até receber os fundos necessários para o experimento, e não foi reconhecido pelas suas conquistas científicas, caso que jamais teria acontecido se não houvesse um movimento ideológico pelo fim do CO2.\nÉ importante reconhecer que há outras possibilidades que explicam a variação climática dos últimos mil, dez mil e até mesmo milhões de anos, e que não há uma “tendência muito clara” que resolva magicamente sistemas estocásticos, principalmente quando não há um registro histórico de que o CO2 tenha controle sobre o clima. Acredito que Sacani, um entusiasta de astronomia, deveria no mínimo estar em dia com as teorias cósmicas. Não é plausível afirmar que a retirada de apenas um ciclo da análise permita-nos conhecer tendências climáticas, essa prática apenas dificulta a análise, e ignora os dois fatores mais complexos do sistema, o oceano e a atmosfera, dois fluidos turbulentos, cujas nuvens são o elemento do segundo que menos compreendemos.\nAgora que aprendemos mais um mecnismo, voltamos a questão levantada anteriormente. O que causou a Pequena Era do Gelo e sua respectiva recuperação? Diria que um dos fatores de peso foi o Sol, ao entrar em um período de inatividade durante o século XVII, o que resultou no aumento significativo da cobertura de nuvens. Galileu inicia os registros de manchas solares em 1611, e um fato engraçado é que estudiosos posteriores achavam que ele estava equivocado, visto que logo após as primeiras anotações, as manchas sumiram por 50 anos. Os tempos de frio mais duradouros da Pequena Era do Gelo condizem com o que astrônomos chamam de Maunder Minimum (Imagem 34)\u0026nbsp;[43], um período de cerca de 80 anos que abriga os menores recordes de manchas dos últimos 1000 anos, seguido da recuperação de sua atividade a partir de 1700 (clicar em \"Temperatura\" para comparar os registros dos países baixos).\u0026nbsp;Outras baixas solares significativas ocorreram ao início e ao final do século XIX, período que apresentou\u0026nbsp; extensões de gelo significativas no hemisfério norte (clicar em \"Gelo\"). Outro fator responsável pela queda das temperaturas foram vulcões, pois as 6 maiores erupções dos últimos 600 anos ocorreram entre 1600 e 1800 (Erupções resfriam a superfície pois cobrem a estratosfera de cinzas, aumentando o albedo).\nImagem 34 Temperatura Imagem 35 Imagem 36 Gelo A relação entre atividade solar e condições terrestres não é uma ideia recente. Em 1801, o astrônomo William Herschel (o mesmo que descobriu Urano e a radiação infravermelha) apresentou à Royal Society de Londres uma investigação comparando os registros de manchas solares com os preços do trigo na Inglaterra\u0026nbsp;[45]. Herschel observou que períodos prolongados de ausência de manchas solares coincidiam com invernos mais rigorosos e colheitas mais escassas, o que naturalmente elevava os preços dos grãos. Cinco intervalos de baixa atividade solar entre 1650 e 1800 foram comparados com os preços de trigo registrados por Adam Smith em \"A Riqueza das Nações\", e a correspondência era notável. Herschel argumentou que uma menor emissão de \"raios luminosos\" pelo Sol reduziria o aquecimento da superfície, encurtando estações de crescimento e diminuindo a produtividade agrícola. A comunidade acadêmica da época ridicularizou a ideia; a noção de que o Sol pudesse variar sua influência sobre a Terra parecia absurda para os padrões do início do século XIX. No entanto, estudos modernos como o de Pustilnik e Din 2004\u0026nbsp;[46]\u0026nbsp;reavaliaram a hipótese de Herschel com ferramentas estatísticas contemporâneas e confirmaram que a correlação entre atividade solar e preços de trigo é estatisticamente significativa, vinculada à modulação de raios cósmicos e seus efeitos sobre a cobertura de nuvens e, consequentemente, sobre o clima regional. A história de Herschel é mais um lembrete de que ideias legítimas podem ser descartadas por décadas simplesmente por desafiarem o \"consenso\".\u0026nbsp;\nImagem 37 Um desses casos recentes foi o de Piers Corbyn, um meteorologista britânico que fez tanto dinheiro apostando contra o instituto meteorológica britânico, que as casas de apostas não aceitavam mais seus chutes, uma ótima métrica empírica para sabermos o quão preciso era seu forecast. O segredo de Corbyn é o Sol.\nPara finalizar essa sessão, vou mostrar a vocês algo que omiti no estudo da Imagem 1 [3 ibid]. Nir Shaviv, ao ler uma publicação anterior de Veizer, notou que a cada 145 milhões de anos a temperatura da Terra diminuía drasticamente. Veizer havia deixado claro que não entendia o porquê, e muito provavelmente não era um fator que vinha de nosso planeta, pois a geologia não conhece um fenômeno terrestre que varie a temperatura dos oceanos em mais de 20°C de forma periódica. Mas Shaviv tinha uma suspeita... Veja bem, o Sistema Solar viaja pela galáxia, e da uma volta ao seu redor a cada 250 milhões de anos (1 ano galáctico). A cada 135 milhões de anos, passamos pelo centro dos braços galácticos, onde a maioria das estrelas massivas (que mais explodem) se encontram. Visto que Raios Cósmicos se originam em super novas, a concentração de RCG é extremamente alta na região.\u0026nbsp;\nShaviv então propôs comparar as temperaturas do Fanerozoico com uma terceira variável além do CO2, o Fluxo de Raios Cósmicos dos últimos 545 milhões de anos, calculados a partir de isótopos em meteoritos de ferro. Notem pela imagem 40, a correlação positiva entre altos fluxos de RCG e a ocorrência de eras glaciais. Como já discutimos, muito provavelmente a cobertura de nuvens baixas aumentou drasticamente enquanto o planeta passava por essas regiões galácticas, resultando no resfriamento severo dos oceanos. A correlação da imagem 40 foi um achado fascinante para época, pelo menos para os cientistas verdadeiros. Nir Shaviv trabalha até hoje com Svensmark, e foi um dos astrofísicos que mais contribuiu com a teoria cosmo climática. Segue mais algumas correlações entre a cobertura de nuvens, que tem diminuído nos últimos 40 anos, e temperatura (mais detalhes podem ser encontrados no blog Climate4you [47]). A atividade solar pode ser verificada no site Spaceweatherlive [48]. Sobre a Teoria Cósmica, recomendo o filme Cloud Mystery, um documentário que acompanha Svensmark, Shaviv e Veizer\u0026nbsp;\u0026nbsp;[49].\nImagem 38 Imagem 39 \u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp;Imagem 40 \u0026nbsp; \u0026nbsp; Tratando rapidamente do quarto e último problema da afirmação, gases estufa não são terríveis para o planeta, H2O é um gas estufa, água não é terrível para o planeta... E o CO2 é tão benéfico para o planeta quanto a água, principalmente quando se trata da vida na Terra. Mas Sacani, tratando o CO2 como sinônimo de clima, atribui o mesmo a falhas agrícolas...\nBibliografia [3]. Shaviv, N. 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estufa na atmosfera, o que é terrível para o planeta”\u003c/em\u003e [01:09:46]\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010946\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010946\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010946\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010946\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010946\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010946\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010946\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010946\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#-010946\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" 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Sacani menciona por exemplo Milankovitch, responsável pela teoria que melhor explica a ocorrência de eras glaciais e interglaciais nos últimos 3 milhões de anos. Parte da teoria aborda o eixo terrestre e sua mudança, causada pela força gravitacional de outros corpos celestes, o que dita a distribuição energética de raios solares ao longo do globo \u003cspan class=\"ref\"\u003e[28]\u003c/span\u003e. Se apenas essa ciclicidade for considerada como clima, Sacani não entende \"muito bem de clima\". Milhares de mudanças regionais e globais ao longo do Holoceno (últimos doze mil anos) não são explicadas pelos ciclos de Milankovitch.\u0026nbsp;\u003c/p\u003e","title":"Um pouco sobre a complexidade do sistema"},{"content":" ”Os agricultores do Mato Grosso estavam desesperados... porque não choveu na hora que tinha que chover... ai não planta a soja na hora que tem que plantar... Por que isso acontece? Mudanças climáticas... O clima na Terra é um sistema caótico, uma mudança ocorre num lugar, a gente não sabe onde e quando será a consequência disso... É o efeito borboleta, pode ser que uma queimada no Mato Grosso, mudou chuva na Índia... Como que a gente vai resolver isso? Tem que estudar cara, tem que estudar...”\u0026nbsp;[01:10:26]########################################################################################################################## \u0026nbsp; \u0026nbsp; Lamento Sacani, mas temo dizer nunca vamos resolver esse problema. Aqui vemos uma interpretação errónea da Teoria do Caos de Edward Lorenz (talvez o melhor meteorologista da história). A questão central da teoria é a eterna incerteza que temos quanto ao sistema climático, em outras palavras, se uma queimada no mato grosso afeta a chuva na india, nós nunca saberemos. A grande questão é: Por que? E parte da resposta está na lista dos sete problemas matemáticos do milênio. A Clay Mathematics Institute garante um prêmio de 1 milhão de dólares por problema, e a a Navier Stokes equation, a equação que dita a dinâmica dos fluidos, está nessa lista. Ou seja, a equação que descreve a turbulência, inclusive na atmosfera e oceano, não foi provada. Por isso é impossível acertarmos o clima-tempo com precisão daqui 15 dias, quem dirá 50 anos. Físicos consideram esse problema mais difícil de resolver do que problemas quânticos.\n\u0026nbsp; \u0026nbsp; Um bom exemplo vem do pai da própria mecânica quântica, Werner Heisenberg. Ao ser capturado pelos aliados durante a segunda guerra mundial, foi proibido de trabalhar na sua área de expertise, pois fez parte da construção da bomba atômica dos Nacionais Socialistas. Como já havia publicado uma tese sobre a dinâmica dos fluidos, retomou seu trabalho na matéria, porém infelizmente não avançou muito no tópico, e dessa dificuldade surgiu uma piada conhecida: Uma vez certo aluno perguntou ao professor Heisenberg “Professor, dizem que se você foi um bom físico, ao falecer O Todo Poderoso lhe concederá direito a duas perguntas, quais perguntas você faria?”... Heisenberg depois de pensar um pouco, responde “Eu perguntaria a Ele, porquê da Relatividade Geral... e o porquê da Turbulência (Aspecto caótico da Navier Stokes)... E acho que ele só conseguiria responder a primeira pergunta...”\n\u0026nbsp; \u0026nbsp; A teoria do Caos não afirma que uma borboleta batendo asas no Brasil gera um furacão no Texas, ou que uma queimada no Mato grosso gera chuva na índia. O Artigo de Lorenz\u0026nbsp;[50]\u0026nbsp;questiona se o bater de asas de uma borboleta tem influência no sistema climático, e se a resposta for positiva, o que será da previsão do tempo? Vamos assumir que a borboleta gere perturbações atmosféricas, o que acontece se ela não bater a asa? O furacão deixaria de ocorrer? Provavelmente não, pois furacões e suas causas mal tem relação com borboletas, o sistema que o provoca depende apenas da Terra em movimento, e do aquecimento desigual do globo em suas latitudes. Talvez o bater de asas mude o furacão de um dia para o outro, mas furacões tendem a ocorrer com ou sem borboletas. E a conclusão é ainda melhor, pois se realmente uma borboleta tem esse poder, quantas delas existem? Quantas estão batendo asas? E será que somos capazes de mapear e acompanhar todas? Acredito que não.\nImagem 41 \u0026nbsp; \u0026nbsp; Lorenz escreve esse pequeno texto depois de sua publicação sobre Fluídos Não Periódicos\u0026nbsp;[51]. Após ganhar um computador para suas pesquisas (do tamanho de um prédio), montou equações que simulam os processos convectivos na atmosfera. Essas equações utilizam a Navier Stokes, quebrando-a em integrais discretas e vendo como cada elemento da atmosfera (umidade, calor, etc) se comportavam ao longo do tempo. Depois dos resultados atingidos, Lorenz alterava pequenos detalhes no estado inicial das equações, mudando mínimos valores em cada variável, e rodava as contas novamente. Após certo tempo, o resultado final era completamente diferente do anterior. Essa é uma característica comum em qualquer sistema não linear, sejam três imãs posicionados próximos um dos outros, um riacho em movimento ou um pote com água fervente, porém no contexto atmosférico, deve-se ampliar esse sistema em escala global, o que gera um problema muito maior\u0026nbsp;[52].\u0026nbsp;\n\u0026nbsp; \u0026nbsp; Essa é a origem do \"efeito borboleta\", pequenas mudanças causam grandes mudanças, não porque são significativas, mas devido a falta de informação que temos durante o estágio inicial das equações. Um exemplo, satélites nos permitem ver apenas o topo das nuvens, e só sabemos se está chovendo se há alguém observando em baixo da nuvem, além de que ninguém consegue ver as dinâmicas dentro das nuvens... Esse buraco é enorme, e enquanto não mapearmos todas as influências, nós não vamos prever a \"hora certa da chuva\". Sem um diagnóstico preciso, não é possível reger um prognóstico, por isso falta lógica em atribuir o aumento dos gases estufa ao atraso da precipitação.\u0026nbsp;\n\u0026nbsp; \u0026nbsp; E as conclusões de Lorenz garantem que as perguntas \"O clima muda?\" ou \"O homem tem influência no clima\" sejam irrelevantes, as respostas são sim e sim! Os humanos influenciam na composição atmosférica desde os primeiros hominídeos que atearam fogo nas savanas africanas, alterando a quantidade de aerosóis na atmosfera, e por consequência a refletividade da luz solar. Até hoje, aviões e navios emitem partículas que geram pequenas nuvens na atmosfera, porém o problema é simples, nós não conseguimos modelar esses artifícios muito bem, visto que não temos como saber como seria o quadro meteorológico, se nunca tivéssemos emitido tais partículas. A grande dúvida que fica é por que Sacani atribui os gases estufa ao atraso da precipitação? Qual a base física que o fez concluir que o aumento dos gases estufa desde o período industrial, teria influência nesse fenômeno?\u0026nbsp; \u0026nbsp;\u0026nbsp;\n”Em nenhum momento a gente fala que a Terra vai acabar por causa disso, O ser humano é que vai ficar prejudicado... Por que o ser humano hoje, precisa de comer, e para comer a gente precisa plantar, e pra plantar, ou chove na hora certa, no lugar certo, ou a gente ta ferrado”\u0026nbsp;[01:12:07]######################################################################################################\n\u0026nbsp; \u0026nbsp; Essa foi a resposta de Sacani ao ponto colocado pelo do debatedor \"Não necessariamente os gases estufa são ruins pro planeta, eles ajudam a manter uma temperatura ideal\". De fato, se gases estufa não existissem, toda radiação emitida pela superfície escaparia para o Espaço; as noites seriam muito mais frias, resultando na ausência de vida na Terra, visto que o vapor de água é essencial para tal, mas o CO2 também cobre um papel extremamente importante. Portanto a resposta de Sérgio não fez sentido.\n\u0026nbsp; \u0026nbsp; Sim, o\u0026nbsp;ser humano precisa comer, e eu questiono: Um planeta mais quente, e com maiores concentrações de dióxido de carbono, não é perfeito para isso?\u0026nbsp;Infelizmente o maior propagador da ideologia do aquecimento global antropogênico, o IPCC, em seus working groups 2 e 3 (responsáveis por analisar consequências e mitigação de gases estufa) escrevem apenas sobre os malefícios do calor. A atitude é análoga a um economista escrever um relatório custo benefício, e olhar apenas para os custos.\u0026nbsp;Freeman Dyson, físico e matemático extremamente renomado (responsável pela hipótese da Esfera de Dyson e unificação da eletrodinâmica quântica), escreve sobre o viés dos termos de referência em estudos sobre o tema\u0026nbsp;[53]:\nFreeman Dyson\n\"To any unprejudiced person reading this account, the facts should be obvious: that the non-climatic effects of carbon dioxide as a sustainer of wildlife and crop plants are enormously beneficial, that the possibly harmful climatic effects of carbon dioxide have been greatly exaggerated, and that the benefits clearly outweigh the possible damage...\nIn the year 1978, the United States Department of Energy drew up a 'Comprehensive Plan for Carbon Dioxide Effects Research and Assessment', which fixed the agenda of official discussions of carbon dioxide for the next 37 years. I wrote in a memorandum protesting against the plan:\nThe direct effects of carbon dioxide increase on plant growth and interspecific competition receive little attention. The plan is drawn up as if climatic change were the only serious effect of carbon dioxide on human activities... In a comparison of the non-climatic with the climatic effects of carbon dioxide, the nonclimatic effects may be:\n1. more certain,\n2. more immediate,\n3. easier to observe,\n4. potentially at least as serious.\n...Our research plan should address these issues directly, not as a mere side-line to climatic studies.\nMy protest received no attention and the Comprehensive Plan prevailed. As a result, the public perception of carbon dioxide has been dominated by the computer climate-model experts who designed the plan. The tribal group-thinking of that group of experts was amplified and reinforced by a supportive political bureaucracy.\"\n\u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp; Nessa sessão vamos comparar condições de calor e aumento de CO2, com o cenário de frio e falta de gás carbônico. Para alguns essa parte vai parecer extremamente contraditória, visto que os argumentos que vou apresentar são omitidos quando o assunto é aquecimento global antropogênico e industrialização. Deixo claro que a comparação entre calor e frio não é uma falsa dicotomia, pois os\u0026nbsp;aquecimentistas afirmam que se não estivéssemos emitindo CO2, estaríamos entrando numa era glacial. É valido lembrar\u0026nbsp;que o clima constante ou estático é incontrolável. Emitindo CO2 ou não, exige-se um imenso sistema retroativo para estabilizar a temperatura global, e se o estado de equilíbrio fosse atingido, seria a primeira vez em bilhões de anos. Portanto comparar o frio com o calor é a melhor maneira de levantar o questionamento: Será que o aquecimento do planeta é maléfico? E a suposta era glacial \"natural\" seria mais benéfica, apenas por ser natural?\nImagem 42 Imagem 43 ","permalink":"https://ometodo.pages.dev/posts/o-cientista-pt4/","summary":"\u003cp\u003e\u003c!-- SECTION: 07-agricultores-mato-grosso.html --\u003e\n\u003c/p\u003e\u003ch3 id=\"”-010946”\" style=\"”color:\" var(--primary);”=\"\"\u003e\u003cem\u003e”Os agricultores do Mato Grosso estavam desesperados... porque não choveu na hora que tinha que chover... ai não planta a soja na hora que tem que plantar... Por que isso acontece? Mudanças climáticas... O clima na Terra é um sistema caótico, uma mudança ocorre num lugar, a gente não sabe onde e quando será a consequência disso... É o efeito borboleta, pode ser que uma queimada no Mato Grosso, mudou chuva na Índia... Como que a gente vai resolver isso? Tem que estudar cara, tem que estudar...”\u003c/em\u003e\u0026nbsp;[01:10:26]\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#”-010946”\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#”-010946”\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#”-010946”\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#”-010946”\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#”-010946”\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#”-010946”\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#”-010946”\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#”-010946”\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" aria-hidden=\"true\" href=\"#”-010946”\"\u003e#\u003c/a\u003e\u003ca hidden=\"\" class=\"anchor\" 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Aqui vemos uma interpretação errónea da Teoria do Caos de Edward Lorenz (talvez o melhor meteorologista da história). A questão central da teoria é a eterna incerteza que temos quanto ao sistema climático, em outras palavras, \u003cb\u003ese uma queimada no mato grosso afeta a chuva na india, nós nunca saberemos\u003c/b\u003e. A grande questão é: Por que? E parte da resposta está na lista dos sete problemas matemáticos do milênio. A Clay Mathematics Institute garante um prêmio de 1 milhão de dólares por problema, e a a Navier Stokes equation, a equação que dita a dinâmica dos fluidos, está nessa lista. Ou seja, a equação que descreve a turbulência, inclusive na atmosfera e oceano, não foi provada. Por isso é impossível acertarmos o clima-tempo com precisão daqui 15 dias, quem dirá 50 anos. Físicos consideram esse problema mais difícil de resolver do que problemas quânticos.\u003c/p\u003e","title":"Relatório Custo Benefício"},{"content":"\u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp;Usei a v4 do Global Historical Climatology Network para plotar os mapas a baixo. Meu objetivo é mostrar a discrepância climática por década e região. Nas imagens tabeladas cada polígono representa o sinal vindo de uma estação meteorológica de superfície. O número de estações cresceu até 1991, quando sofreu uma queda significativa na amostra, o mesmo se repetiu em 2005. Escolhi não interpolar temperaturas por uma questão puramente termodinâmica, o sinal captado na estação é o resultado, e ponto final, nada me convence que a temperatura entre dois sinais representa a média deles. Vale notar que nos EUA as estações rurais dominam a amostra em relação às urbanas, e deixo como exercício para vocês a investigação: Baixem o GHCN e plotem as anomalias de temperatura de cada tipo de estação. O banco de dados não possui a classificação pronta, mas é possível adiciona-la cruzando coordenadas com dados de satélite de iluminação noturna (quanto mais clara a região, mais urbana). Comentem aqui em baixo o resultado.\nClassificação urbana/rural das 12.783 estações GHCN-Monthly nos EUA contíguos (Alasca e Havaí excluídos) e série de anomalias por década, cada estação comparada à sua própria média 2016-2025. Aquecimento médio por estado ao longo do registro GHCN-Monthly — anomalias das estações agregadas por UF. Evidencia o warming hole do Sudeste (Mississippi, Alabama, Geórgia) em contraste com o aquecimento mais intenso do Oeste. Anomalia por década vs 2016-2025 2006-2015 1996-2005 1986-1995 1976-1985 1966-1975 1956-1965 1946-1955 1936-1945 1926-1935 1916-1925 1906-1915 1896-1905 1886-1895 1876-1885 1866-1875 × ❮ ❯ 1866-1875 (15 / 15) ","permalink":"https://ometodo.pages.dev/mapa-de-estacoes/eua/","summary":"\u003cp\u003e\u0026nbsp; \u0026nbsp; \u0026nbsp;Usei a v4 do Global Historical Climatology Network para plotar os mapas a baixo. Meu objetivo é mostrar a discrepância climática por década e região. Nas imagens tabeladas cada polígono representa o sinal vindo de uma estação meteorológica de superfície. O número de estações cresceu até 1991, quando sofreu uma queda significativa na amostra, o mesmo se repetiu em 2005. Escolhi não interpolar temperaturas por uma questão puramente termodinâmica, o sinal captado na estação é o resultado, e ponto final, nada me convence que a temperatura entre dois sinais representa a média deles. Vale notar que nos EUA as estações rurais dominam a amostra em relação às urbanas, e deixo como exercício para vocês a investigação: Baixem o \u003ca href=\"https://www.ncei.noaa.gov/products/land-based-station/global-historical-climatology-network-monthly\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"\u003eGHCN\u003c/a\u003e e plotem as anomalias de temperatura de cada tipo de estação. O banco de dados não possui a classificação pronta, mas é possível adiciona-la cruzando coordenadas com dados de satélite de \u003ca href=\"https://eogdata.mines.edu/products/vnl/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"\u003eiluminação noturna\u003c/a\u003e (quanto mais clara a região, mais urbana). Comentem aqui em baixo o resultado.\u003c/p\u003e","title":"Mapa de Estações — EUA"},{"content":" O \"Cientista\" que Desconhecia o Metodo O Herege\nO Método\nRecebido: 28 de fevereiro de 2026\nABSTRACT: \"Sergio Sacani e um geofisico, pesquisador e um dos maiores divulgadores cientificos do Brasil, conhecido como Serjao Foguetes.\" (resultado da pesquisa Google). Sacani vem ganhando influencia desde 2016 com o canal Space Today, e hoje faz presenca em programas como o The Noite e Flow podcast. Recentemente participou de um debate no canal RedCast [1], onde se auto declarou cientista, pois nas palavras dele: \"trabalho dentro de uma area cientifica, eu trabalho com dados, eu aplico o metodo cientifico, oriento alunos, dou aula...\" [01:14:50]. Uma justificativa bastava: O cientista e aquele que utiliza do Metodo Cientifico para guiar suas investigacoes, porem eu nao reconheco Sacani como cientista, visto que varios de seus argumentos nao partiram da aplicacao do Metodo, mas sim de declaracoes vazias de consenso e desinformacoes sobre a ciencia climatica. Nesse texto eu defendo que Sacani nao entende o suficiente sobre clima, e precisa revisar os dados antes de afirmar inverdades. As falas de Sacani estarao destacadas junto da minutagem do video. Essa critica e um convite para o debate, visando o progresso da investigacao cientifica. Meu objetivo nao e utilizar ad hominem, apenas sintetizar evidencias e \"questionar com base\" a hipotese sugerida. Esse e um texto multidisciplinar, e nao e portador de verdades absolutas.\nPALAVRAS-CHAVE: clima, metodo cientifico, ciencia, Svensmark, paleoclimatologia\n1.\u0026nbsp;\u0026nbsp;\u0026nbsp;\u0026nbsp;Introducao Minha primeira afirmacao e: \"as mudancas climaticas existem... e isso e um pleonasmo\". Independente do conceito de Clima utilizado [2], sempre sera um sistema dinamico. Afirmar que o clima muda e equivalente a afirmar que que peixes nadam. Porem a atribuicao da mudanca aos humanos e, no minimo, complicada. Primeiramente, e valido informar que nos temos a possibilidade de investigar o estado do clima no passado a partir de diversas fontes, sendo a principal o termometro, mas esse registro comeca apenas em 1659 (Central England Temperature) e cobre somente mudancas locais. Alem da medida direta de temperatura, temos as proxies, registros independentes e empiricos acumulados ao longo do tempo. Essa area de estudo chama-se paleoclimatologia; analisam evidencias geologicas e composicao quimica de aneis de arvore, estratos de gelo, pedacos de rochas, fosseis de plantas e animais, etc. Nao sao tao confiaveis quanto termometros mas ajudam no entendimento, e as utilizando podemos reconstruir uma aproximacao das condicoes climaticas de bilhoes de anos atras. A terceira fonte de reconstrucao do clima (e minha preferida), e a Climatografia, onde estima-se a temperatura e quadro meteorologico de regioes diversas a partir de evidencias e registros historicos: sitios arqueologicos, registros agricolas, registros fenologicos, anotacao de datas de quebra e congelamento lacustre, dados portuarios, cartas, cronicas, pinturas, etc. Esse tipo de fonte e utilizada para averiguarmos a confiabilidade das evidencias paleoclimaticas.\nPortanto, temos nocao de como era o clima antes e depois do periodo industrial. E aqui surge a primeira questao: Antes de nos o clima nao mudava? A resposta e obvia, mudava de forma tao variavel e brusca quanto hoje, sem nenhuma contribuicao de nossa existencia. Em 2003 o ganhador do premio \"Young Scientist of the Year\", o astrofisico da Universidade Hebraica de Jerusalem, Nir Shaviv, publicou junto do proeminente geologo Jan Veizer [3], um estudo que correlacionava as reconstrucoes paleoclimaticas de temperatura e CO2 atmosferico nos ultimos 540 milhoes de anos, com o objetivo de verificar se essas duas variaveis tiveram relacao ao longo da historia terrestre.\nNota-se claramente pelas curvas de baixo [3/6, 5/10] (Isotopos de Oxigenio 18 calculados a partir de fosseis marinhos) [4], indicando a temperatura dos oceanos, que a variabilidade climatica se fez presente em tempos frios e quentes, alem de se correlacionar muito mal com os niveis de CO2 [GEOCARB III] (curvas de cima, calculadas a partir de fosseis de plantas e solos antigos) [5]. Haviam tempos em que a concentracao de CO2 na atmosfera era 10 vezes maior (periodos Ordoviciano, Siluriano, e Jurassico), e mesmo assim o planeta virou uma bola de neve. E o contrario tambem ocorreu, niveis de dioxido de carbono em queda, e temperaturas em ascensao (Carbonifero, Cretaceo...) Essa e a premissa que deve levantar outra questao: \"Qual o periodo historico, e em que lugar do globo, o CO2 ja regeu as temperaturas terrestres?\", pois se essa correlacao nao existiu nos ultimos milhoes de anos, por que hoje a seria a causa? Para afirmarmos que o CO2 controla o clima, precisamos da prova de que ele ja fez isso anteriormente.\n1 2.\u0026nbsp;\u0026nbsp;\u0026nbsp;\u0026nbsp;O Consenso Aqui tornam-se necessarios alguns esclarecimentos. Primeiro, nao existe consenso na ciencia. Segundo, o IPCC (Intergovernamental Panel of Climate Change) nao e fonte primaria de nenhuma afirmacao cientifica, ele e um orgao politico, criado por burocratas que indicam e selecionam os cientistas que fazem parte do orgao, cujo trabalho e referenciar estudos academicos revisados, ou nao, por pares. Terceiro, esses 97% nao sao referentes a todos os cientistas, ou a todos os cientistas climaticos, esse numero foi declarado pelo professor John Cook em 2013 [6], e faz referencia a 32% de 12.000 resumos de estudo analisados e classificados subjetivamente. Pela resposta de Sacani, creio que ele nao leu o estudo que declara a porcentagem, mas talvez tenha lido manchetes e materias midiaticas. Assim como a New York Times hiperbolizou o falso consenso sobre uma era glacial em 1970, o mesmo se repetiu em 1988, quando a Newsweek declarou \"All Scientists Agree\" sobre o aquecimento global [7]. Misturam concordancias e discordancias, consensos reais e fabricados, porem acredito que dentro da comunidade cientifica serao identificadas as seguintes afirmacoes basilares, das quais eu suponho que todos os cientistas realmente concordem sobre:\nA maioria das temperaturas observadas estao aumentando desde o seculo XVII. O efeito estufa existe. O CO2 e um gas estufa, e sua adicao na atmosfera amplifica o efeito, gerando aquecimento, mesmo que negligente. O ser humano possui influencia no sistema climatico, mas nao temos capacidade de quantificar. Esses pontos acima sao concordancias quase absolutas, nao porque ha um consenso sobre eles, mas porque foram testados a base de experimento e observacao. As discordancias emergem no quanto de influencia temos, se essa influencia e um problema existencial ou nao, e se for, como podemos resolve-lo. Porem esses pontos de conflito nao foram quantificados por ninguem. Diversos estudos de declaracao de consenso, que realizavam a leitura de resumos, foram publicados a partir de 2004, Sendo Naomi Oreskes a pioneira da metodologia falha [8]. Eu penso ser lamentavel que haja tanto esforco da parte dos aquecimentistas para desesperadamente afirmar que a maioria concorda com eles (alem de extremamente suspeito, nao vemos astronomos realizando pesquisas para mostrar que todos eles concordam que a terra e redonda). E mesmo que houvesse um consenso, esse fato nao avancaria a investigacao. Albert Einstein foi questionado sobre os 200 academicos que nao concordavam com a Relatividade, e a resposta dele e perfeita: \"Por que 200? So basta um para me provar errado\". A evidencia e o suficiente para o avanco da ciencia, e se concordancia importasse, o nome de Alfred Wegener nao seria lembrado nos dias de hoje.\nDesde os tempos antigos consensos falsos foram impostos visando o encerramento do debate, e nenhuma das vezes essa agnotologia foi positiva, visto que o debate na ciencia nunca acaba. O objetivo fica claro: utilizar as falsas afirmacoes de unanimidade como uma arma para reprimir aqueles que ousam desafia-lo. O pensamento vem a tona; \"todos os cientistas concordam? Eu nao quero parecer burro ao discordar...\". O mesmo sentimento era invocado no inicio do seculo XX, quando a maioria dos academicos apoiavam a Eugenia. Discordar do movimento era motivo de piada, e significava ser submetido aos ataques de \"cientistas\" como Harry Laughlin (declarado pelo congresso de Washington a maior autoridade em Eugenia) [9]. A ideia de que a academia e o berco da sabedoria, e academicos sao os portadores da razao, desmorona inumeras vezes ao longo da historia.\nTomemos como exemplo um evento curioso do seculo 17: Sob a jurisdicao de Salem, os nove juizes dos tribunais eram academicos, cinco deles eram formados em Harvard [10], e o grande objetivo nao era proteger a populacao da Nova Inglaterra de ameacas demoniacas, mas ter um instrumento burocratico, apoiado pelo medo do povo, para executarem pessoas inocentes das quais nao gostavam. Utilizavam de jovens garotas (da mesma idade de Greta Thumberg) para acusar e determinar a sentenca dos reus, visto que evidencia espectral (sonhos e visoes misticas) era considerada prova indubitavel na epoca. E o motivo que deu fim a essa loucura nao foi o reconhecimento da inexistencia de bruxas, e sim o inicio de acusacoes contra a familia dos proprios juizes... A ciencia, como qualquer abstracao criada pelo homem, e corruptivel, assim como a estrutura que supostamente a abriga. Richard Lindzen, professor Emeritus do MIT na area de ciencias atmosfericas, resume muito bem em seu episodio no JRE, a fragilidade de ad populum quando se trata do Metodo [11]: \"Science is not a source of authority, is a methodology, it is based on challange... and when you use it as a source of authority, you are anti-science\".\n2 3.\u0026nbsp;\u0026nbsp;\u0026nbsp;\u0026nbsp;Cherry Picking Na verdade, temo dizer que o cherry picking e a ferramenta utilizada por aqueles que declaram o consenso. Passando rapidamente por uma definicao de cherry picking: imagine que voce esta pesquisando sobre a diferenca entre os carros Ford e Fiat. Para sua analise ser precisa, voce deve comparar todos os modelos das duas marcas, mas supondo que voce trabalhe para Ford, e queira favorecer sua contratante, o cherry picking e a trapaca ideal. Voce poderia escolher apenas carros Fiat que apresentam mais defeitos quando comparados a modelos especificos da Ford, visando um resultado premeditado. Essa e a violacao da lei da imparcialidade na estatistica. O estudo de Cook por exemplo, realiza tres cherry pickings, sendo o primeiro a escolha das palavras chave. A ciencia climatica e uma amalgamacao de dezenas de areas do conhecimento, e ao longo do periodo analisado, centenas de estudos de geologia, meteorologia, oceanografia, ecologia, astrofisica, entre outros, foram publicados corroborando ou nao para o chamado \"consenso\", e por nao apresentarem as palavras chave \"global climate change\" e \"global warming\", foram ignorados. A segunda evidencia de cherry picking e a classificacao subjetiva, definida pelos autores desse tipo de estudo (Cook, Oreskes, Anderegg [12], etc.). Visto que a influencia do homem no clima nao e quantificada, ha grande discordancia nesse quesito, caso que provem liberdade a Cook de categorizar aqueles que atribuem influencia, mesmo que pouca, ao \"consenso\". A terceira evidencia de cherry picking e a utilizacao de resumos de estudos para classificar a opiniao dos cientistas. O Abstract nao e uma boa amostra de opiniao nesse caso, e se Cook e outros fossem imparciais, utilizariam o estudo por completo, ou no minimo, a conclusao, onde os cientistas normalmente apresentam sua interpretacao dos resultados.\nEsses argumentos foram discutidos pelos cientistas do clima David Legates, Willie Soon, e os matematicos William Briggs e Conde Christopher Monckton de Brenchley [13]. Algumas evidencias de que Cook classificou estudos de forma erronea foram expostas no artigo resposta desses autores. Legates (climatologo) e Soon (astrofisico) tiveram apenas 5 artigos considerados na analise de Cook, porem escreveram dezenas sobre o assunto entre 1991 e 2011, mas por nao conterem as duas Keywords, foram descartados. Alem de ignorar milhares de estudos, Cook classificou opinioes equivocadamente, visto que os dois professores questionaram a hipotese do aquecimento global antropogenico em seus artigos considerados, mas foram classificados como \"neutros\" e \"incertos\". O estudo de Liu 2009 foi declarado como apoiador do consenso, porem o autor sugere que o Sol tem influencia significativa no clima, ate em meio a era industrial... E os erros de classificacao continuam. Essa analise foi iniciada uma semana apos o lancamento de Cook 2013. Os quatro autores verificaram os dados brutos [14] e recalcularam as porcentagens das opinioes (NOTA 1: a metodologia de classificacao de opinioes de Cook foi mantida). Segue a diferenca entre os resultados de Cook et al. (97.1% concordam com a definicao de consenso) e Legates et al. (1,59% concordam com a definicao de consenso).\nIndependente de quem acertou na conta, a invocacao de consenso e pura propaganda, e um desvio inconveniente dos argumentos logicos. Unanimidade e determinante em discussoes politicas, nao cientificas. Uma boa analise desse paralelo e encontrada em Global Warming and Eugenics [9 ibid], onde Lindzen argumenta que a relacao atual entre a ciencia, grupos ideologicos e lideres burocratas, se mostra analoga a decretacao dos atos restritivos imigratorios de 1924, regidos a partir dos ideais eugenistas de raca superior e preservacao da qualidade genetica. Mesmo sendo um claro espurio, grandes jornais, politicos e academicos suportaram essa narrativa, sob a justificativa \"nobre\" de preservar a inteligencia das futuras geracoes, ameacada pela poluicao estrangeira. A credibilidade que a ciencia carrega e irresistivel aos politicos, enquanto o poder e o dinheiro presente no poder publico se torna um atrativo interessante para a academia. A evidencia e a massiva multiplicacao em 15 vezes dos fundos de pesquisa do clima direcionados as universidades (onde mais de 50% e destinado a administracao se corpos governamentais provem os recursos) a partir de 1990. Aqueles que decidem sobre o fundo pre-determinam os resultados das pesquisas, e sao recompensados com a aprovacao de leis sobre a industria energetica, suportadas pelos resultados advindos dos mesmos cientistas que contrataram. E como camada de protecao, exigem estudos que cavem qualquer numero calculado em qualquer canto, com o objetivo de conseguir transformar uma quantidade significativa de academicos, em 3%. A interacao que ao inicio do seculo XX envolveu a ciencia genetica, membros do congresso e o movimento eugenista, hoje toma a forma de ciencia climatica, politicos e burocratas da ONU, e grupos ambientalistas, sobre a \"nobre\" justificativa de preservar a vida de nossos filhos e netos, que mesmo antes de existirem, estao ameacados pela \"poluicao\" do CO2...\n3 ","permalink":"https://ometodo.pages.dev/artigo/","summary":"\u003cdiv class=\"artigo-page\" id=\"page-1\"\u003e\n\u003cdiv class=\"page-inner\"\u003e\n\u003cdiv class=\"paper-header\"\u003e\n\u003ch1 class=\"paper-title\"\u003eO \"Cientista\" que Desconhecia o Metodo\u003c/h1\u003e\n\u003cp class=\"paper-author\"\u003eO Herege\u003c/p\u003e\n\u003cp class=\"paper-affiliation\"\u003eO Método\u003c/p\u003e\n\u003cp class=\"paper-date\"\u003eRecebido: 28 de fevereiro de 2026\u003c/p\u003e\n\u003c/div\u003e\n\u003cdiv class=\"paper-abstract\"\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan class=\"abstract-label\"\u003eABSTRACT:\u003c/span\u003e \"Sergio Sacani e um geofisico, pesquisador e um dos maiores divulgadores cientificos do Brasil, conhecido como Serjao Foguetes.\" (resultado da pesquisa Google). Sacani vem ganhando influencia desde 2016 com o canal Space Today, e hoje faz presenca em programas como o The Noite e Flow podcast. Recentemente participou de um debate no canal RedCast [1], onde se auto declarou cientista, pois nas palavras dele: \u003cem\u003e\"trabalho dentro de uma area cientifica, eu trabalho com dados, eu aplico o metodo cientifico, oriento alunos, dou aula...\"\u003c/em\u003e [01:14:50]. Uma justificativa bastava: O cientista e aquele que utiliza do Metodo Cientifico para guiar suas investigacoes, porem eu nao reconheco Sacani como cientista, visto que varios de seus argumentos nao partiram da aplicacao do Metodo, mas sim de declaracoes vazias de consenso e desinformacoes sobre a ciencia climatica. Nesse texto eu defendo que Sacani nao entende o suficiente sobre clima, e precisa revisar os dados antes de afirmar inverdades. As falas de Sacani estarao destacadas junto da minutagem do video. Essa critica e um convite para o debate, visando o progresso da investigacao cientifica. Meu objetivo nao e utilizar \u003cem\u003ead hominem\u003c/em\u003e, apenas sintetizar evidencias e \"questionar com base\" a hipotese sugerida. Esse e um texto multidisciplinar, e nao e portador de verdades absolutas.\u003c/p\u003e","title":"Artigo 1"},{"content":"Sobre o O Método O Método é um blog dedicado à análise e opinião científica sobre temas de Ciência e Clima.\nO objetivo é apresentar perspectivas fundamentadas em dados e métodos estatísticos, promovendo o pensamento crítico sobre questões científicas contemporâneas.\n","permalink":"https://ometodo.pages.dev/about/","summary":"Sobre o O Método","title":"Sobre"}]