Usei a v4 do Global Historical Climatology Network para plotar os mapas a baixo. Meu objetivo é mostrar a discrepância climática por década e região. Nas imagens tabeladas cada polígono representa o sinal vindo de uma estação meteorológica de superfície. O número de estações cresceu até 1991, quando sofreu uma queda significativa na amostra, o mesmo se repetiu em 2005. Escolhi não interpolar temperaturas por uma questão puramente termodinâmica, o sinal captado na estação é o resultado, e ponto final, nada me convence que a temperatura entre dois sinais representa a média deles. Vale notar que nos EUA as estações rurais dominam a amostra em relação às urbanas, e deixo como exercício para vocês a investigação: Baixem o GHCN e plotem as anomalias de temperatura de cada tipo de estação. O banco de dados não possui a classificação pronta, mas é possível adiciona-la cruzando coordenadas com dados de satélite de iluminação noturna (quanto mais clara a região, mais urbana). Comentem aqui em baixo o resultado.

Classificação urbana/rural das 12.783 estações GHCN-Monthly nos EUA contíguos (Alasca e Havaí excluídos) e série de anomalias por década, cada estação comparada à sua própria média 2016-2025.

Estações GHCN — EUA contíguos

Aquecimento médio por estado ao longo do registro GHCN-Monthly — anomalias das estações agregadas por UF. Evidencia o warming hole do Sudeste (Mississippi, Alabama, Geórgia) em contraste com o aquecimento mais intenso do Oeste.

Aquecimento por estado — EUA contíguos

Anomalia por década vs 2016-2025