Comecemos com 3 premissas para o texto a seguir:    

    1. Matando a questão logo de cara, 100% dos cientistas concordam: o clima muda, o homem tem influência no sistema climático, o efeito estufa existe, e a adição do CO2, que é um gás estufa, amplifica o efeito.

    2. Nem todos os cientistas concordam: o aumento da concentração de CO2 é um problema, o aumento das temperaturas é um problema, porém se forem problemas, a transição energética não é uma boa maneira de resolve-los. 

   3. Ninguém sabe ao certo a porcentagem exata dessa divisão de opiniões, visto que essa pesquisa não foi feita sobre uma amostra confiável.

Portanto no post de hoje vamos questionar a alternativa proposta para a resolução das possíveis consequências do aumento de dióxido de carbono na atmosfera, a transição para fontes de energias consideradas limpas, ou pior, "verdes".

Área da planta vs carvão
Área da usina (apenas o sítio). Quilômetros quadrados necessários para igualar a geração anual de uma usina a carvão de 1 GW operando a 55% de fator de capacidade (4,82 TWh/ano), considerando somente o terreno ocupado pela planta — exclui minas, ciclo do combustível e linhas de transmissão. Eixo horizontal em escala logarítmica. Gás natural (CCGT) e nuclear ocupam frações da área do carvão; solar fotovoltaica utility-scale exige cerca de 45× mais terreno; eólica onshore, ~86×; e a hidrelétrica média norte-americana, ~340×. Itaipu aparece como caso de eficiência relativa entre as hidrelétricas; Balbina, no extremo oposto, ilustra a pior densidade energética conhecida. Fonte: Strata (2017), The Footprint of Energy; Itaipu e Balbina calculadas a partir da área do reservatório dividida pela geração anual média.
Área de ciclo de vida vs carvão
Área do ciclo de combustível completo. Mesma referência (1 GW de carvão, 4,82 TWh/ano), agora somando à planta os terrenos ocupados por extração de recursos (minas de carvão e urânio, poços de gás, areia de fraturamento, quartzo para painéis, neodímio para turbinas) e armazenamento de resíduos (cinzas, ISFSI, e-waste). A transmissão é excluída por ser infraestrutura compartilhada. Quando o ciclo inteiro entra na conta, a vantagem aparente do gás se dissolve (gás iguala o carvão), o nuclear sobe modestamente, mas solar e eólica permanecem 18× e 32× mais intensivas em terra que o carvão. Concreto da hidrelétrica de Itaipu (12,3 milhões de m³) e de Balbina (~3 milhões de m³) somados via área de extração de agregados. Fonte: Strata (2017).

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